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Fogo: Lançado concurso para aquisição e instalação de sistema fotovoltaico no furo de Achada Malva

São Filipe, 18 Abr (Inforpress) – Um concurso público para selecção de empresa visando aquisição e instalação de um sistema fotovoltaico no campo de furos de Achada Malva, zona norte de São Filipe, na ilha do Fogo, foi lançado esta semana.

A aquisição e instalação do sistema enquadra-se no Programa de Apoio ao Sector de Água e Saneamento (PASEA), financiado com os recursos dos Governos de Cabo Verde e do Grão-Ducado do Luxemburgo.

As empresas interessadas no concurso devem entregar as suas propostas até 29 de Maio próximo, sendo que a aquisição e instalação do sistema tem a duração de seis meses após a contratualização.

O administrador/delegado da Empresa Intermunicipal de Águas (Águabrava), Rui Évora, asseverou à Inforpress que o campo de furos de Achada Malva dispõe de um total de quatro furos, três dos quais já dispõe de energia solar, adiantando que este concurso visa a aquisição e instalação dos equipamentos para o quarto furo de prospecção de água subterrânea existente no local.

O responsável avançou que a instalação deste parque solar é financiada pela Cooperação Luxemburguesa no quadro de um programa mais amplo de reforço e introdução de energia solar no processo de produção, bombagem e elevação de água nas ilhas do Fogo e Brava.

Além deste furo de Achada Malva, com uma capacidade de 38 KWp (quilowatt pico), neste momento está em construção outros quatro parques fotovoltaicos, sendo dois nos furos de Ilhéu de Pena e Capela (sul), em curso, e logo após o levantamento de estado de emergência, vai-se iniciar o processo de instalação de outros dois, sendo um na estação elevatória de Sebastião Dias (sul) e outro em Monte Grito (norte) com uma capacidade instalada de 170 KWp.

O administrador/delegado indicou que, até agora, apesar do volume de investimentos, a energia produzida é para a bombagem durante o período solar (diurno), já que a empresa não dispõe de capacidade de armazenamento e por isso só se aproveita a energia solar durante seis a sete horas/dia.

“Mesmo assim, os investimentos representam uma redução na ordem dos 20 a 25 por cento (%) com os gastos da energia convencional”, afirmou Rui Évora, indicando que a empresa faz bombagem fora do período diurno porque tem unidades que trabalham cerca de 22 horas/dia.

A mesma fonte sublinhou que não podem assim utilizar a energia solar produzido, porque de momento, a empresa não dispõe de condições para fazer armazenagem de energia para utilização no período nocturno por não ter baterias apropriadas para o efeito.

Neste momento, a empresa dispõe de sete parques fotovoltaicos instalados e utilizados na produção e bombagem de água e com a concluso dos quatro já iniciados ou por iniciar e mais o de Achada Malva, cujo concurso foi lançado, passará a dispor, na ilha do Fogo, de um total de 12 parques fotovoltaicos para bombagem de água com energia solar, com uma potência instalada na ordem dos 450 KWp.

Em termos de investimentos no quadro da Cooperação Luxemburguesa, o administrador/delegado apontou ainda a aquisição de equipamentos e reagentes para dotar o laboratório da empresa de capacidade para análise bacteriológica, que está em curso, a instalação de uma zona de medição de controlo na localidade de Queimada Guincho (Mosteiros) e instalação de contadores telemetrias que permite fazer leitura à distancia no quadro de uma campanha de redução de perdas de água ou de água não facturada.

JR/CP

Inforpress/Fim

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