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Fogo: Internacionalização do vinho passa pela criação de uma comissão vinícola e instalação de laboratório de análises – APVF

São Filipe, 14 Jul (Inforpress) – A presidente da associação dos produtores de vinho do Fogo disse à Inforpress que a internacionalização do vinho do Fogo passa pela criação de uma comissão vinícola e instalação de um laboratório de análise e controlo de qualidade.

Segundo Maria da Ressurreição Graça, a proposta para a internacionalização do vinho do Fogo existe há mais de um ano, já foi socializada com potenciais parceiros e é do conhecimento das autoridades governamentais.

O projecto surgiu depois da associação dos produtores de vinho do Fogo (APVF) ter constatado que apesar de ser apreciado e de toda a sua evolução, o vinho do Fogo continua a não ser uma marca conhecida e de referência no mercado internacional, não domina o mercado nacional, não tem grande expressividade no Produto Interno Bruto (PIB) e nem sequer conseguiu trazer prosperidade à ilha, “que continua a ser uma das mais pobres do país”, nem contribui para o fomento do enoturismo.

Este cenário, resultado da inexistência de uma política e estratégia de promoção do vinho a nível nacional e internacional, através da marca “Wines of Fogo” ou “Fogowines”, dificuldades no acesso a informações, tecnologias e contactos com parceiros internacionais visando promover a inovação e expansão do sector de viticultura e enologia, mas também da ausência de uma instituição governamental para acompanhar, dinamizar, promover e fiscalizar o sector.

Para a internacionalização, além da criação da comissão vinícola e instalação do laboratório de análise e controlo de qualidade de referência na ilha para o vinho e outras bebidas como água, licores e conhaque, a APVF defende, através do projecto, a criação da marca “wine of Fogo” ou “Fogowines” e a sua divulgação, criar condições para que o vinho possa competir em igualdade com outros vinhos, reduzir os custos financeiros e espaciotemporal de transporte com o envio e recepção das remessas de amostras de e para do estrangeiro.

Criar e divulgar a rota Wines of Fogo tornando-a um motor de desenvolvimento turístico e eixo aglutinador que deverá actuar em conjunto ou em complementaridade com outros sectores e actividade, defender e proteger a denominação de origem registada (DOR), obter a certificação de vinho biológico, criar condições para que todos possam ter garantias de produção com qualidade e facilitar a exportação para os EUA no âmbito do AGOA e para os países africanos no quadro do Acordo de Livre-Comércio Continental Africano (AfCFTA), são outras condições para a internacionalização defendidas por Maria da Ressurreição Graça.

Para APVF a instalação do laboratório vai propiciar o aumento da produção e qualidade do vinho e criar mais postos de trabalho, contribuindo para a redução da pobreza e a vulnerabilidade, mas também colmatar a carência existente nesta matéria e contribuir para o desenvolvimento da viticultura e enologia na ilha e proteger e engrandecer a denominação de origem “Vinho do Fogo”.

O projecto da sua instalação ronda os quatro mil e 400 contos incluindo aquisição de materiais e equipamentos da unidade laboratorial, mobiliários, recursos humanos e Instrumentos de planificação, assim como a contratação de uma equipa internacional para a montagem do laboratório e estágio na área de análise de controlo de qualidade para os técnicos.

A instalação do laboratório foi pré-seleccionado pelo West Africa trade e só não avançou porque estão à espera que a APVF faça prova de que possui 10 mil contos para fazer a internacionalização do vinho, já que a instalação do laboratório está ligada a parte de internacionalização e da criação de uma marca do vinho do Fogo.

JR/HF

Inforpress/Fim

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