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Fogo: Iniciada instalação do núcleo museológico da Casa das Bandeiras

São Filipe, 27 Mar (Inforpress) – O núcleo museológico da Casa das Bandeiras começou a ser instalado com fixação de alguns painéis informativos e outros objectos, prevendo a abertura do espaço para a segunda semana de Abril.

À entrada da sala-museu da Casa das Bandeiras foi colocada uma placa informativa com designação “Museu das bandeiras – apresentação”, editada em três línguas, nomeadamente portuguesa, inglesa e francesa, e segundo o administrador da Casa das Bandeiras, Henrique Pires, a montagem dos materiais começou no último fim-de-semana e prossegue nos próximos dias para que o espaço possa abrir ao público a partir de 07 de Abril.

No interior estão algumas peças relacionadas com a bandeira, inclusive a bandeira centenária de 1917, assim como fotografias e pintura em telas das principais personalidades das festas da bandeira de São Filipe, como Aníbal Henriques, Álvaro Henriques, Pazim, nhâ Júlia, grupo de tamboreiros e o escritor e médico foguense, Henrique Teixeira de Sousa, mas também informações sobre o ritual da bandeira como pilão, matança e almoço de cavaleiros, tudo traduzido para as línguas inglesa e francesa, além da portuguesa.

Segundo o administrador da Casa das Bandeiras, Henrique Pires, há ainda quadros com informações sobre o ritual da bandeira, pinturas de personalidades ligadas a esta actividade cultural, que serão colocados nos próximos dias, razão pela qual, neste momento a sala-museu encontra-se fechada para a sua organização e posterior abertura ao público.

Questionado sobre uma eventual parceria do Instituto do Património Cultural (IPC), Henrique Pires disse que antes havia alguma parceria e que de momento não, mas adianta que a Casa das Bandeiras pretende dialogar com esta instituição no sentido de renovar a parceria de modo a apoiar o museu das bandeiras.

Aquando do lançamento da ideia da criação de um núcleo museológico da Casa das Bandeiras para exposição sem perturbar outras actividades que podem ser realizadas ao mesmo tempo, os promotores da iniciativa manifestaram interesse na montagem de um outro museu na antiga casa de Aníbal Henriques, em Brandão, a cerca de cinco quilómetros do centro da cidade, e que dispõe de uma capela, a de Nossa Senhora de Fátima, que o mesmo construiu há 83 anos, em 1936 e que podia funcionar como uma extensão.

“A casa de Aníbal Henriques tem diferentes tipos de objectos, muita documentação mas também objectos etnográficos que podem ser mostrados, e a ideia é aproveitar parte da casa, que é grande, e tem três edifícios que não estão habitados actualmente, e serem acondicionados a parte interna, preservando a arquitectura da parte exterior do edifício para fazer um futuro museu”, defendeu há dois anos, um técnico da área de museologia, o que permitiria que as pessoas pudessem se deslocar para consultar um “importante” espólio deixado por Aníbal Henriques.

Além da sua preservação através da criação do museu, o técnico defendeu, na altura, que alguns dos objectos e documentos devem estar, pelo menos uma cópia digitalizada, no Arquivo Histórico Nacional, sob pena de se perder, já que muitos investigadores têm interesse em conhecer o espólio de Aníbal, que era um homem atento da sua época, e que além de documento pessoal, coleccionou outros que retratam a vida social da época, como por exemplo uma pasta com colectânea de noticiais editadas a nível nacional e internacional, sobre erupção de 1951.

JR/ZS

Inforpress/Fim

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