Fogo: Ilha depara-se com um grande défice de investimento no sector energético desde 2016 – deputados PAICV

São Filipe, 15 Out (Inforpress) – Os deputados do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV – oposição) para o círculo eleitoral do Fogo defenderam hoje que a ilha depara-se com um “grande défice” de investimento no sector da energia nos últimos cinco anos.

Numa conferência de imprensa dada hoje na cidade de São Filipe, na sequência do apagão geral ocorrido, de 10 a 14 de Outubro, na ilha do Fogo, os deputados Luís Pires e Eva Ortet, além de solidarizarem-se com a população prejudicada nas suas habitações e nos seus negócios, exigiram do Governo o cumprimento das suas promessas para com a ilha em matéria de novas políticas energéticas.

Estes após um encontro com o coordenador local da Electra para inteirar-se da situação, reconheceram e louvaram o esforço feito pelos “poucos profissionais existentes para tamanha demanda” para repor, ainda que parcialmente, a normalidade no fornecimento da energia.

“Depois do ORET, projecto estruturante que integrou toda a rede eléctrica da ilha, acabando com as pequenas centrais e culminando em 2014 com a central única, e depois do projecto ‘seis ilhas’ com autênticas revoluções em termos de novas extensões, remodelações e introdução de enormes melhorias na iluminação, não houve a partir de 2016 nenhum investimento significativo no sector da energia”, disse o deputado Luís Pires.

Os parlamentares do PAICV afirmam ainda que em toda a ilha “há uma tremenda e preocupante falta de iluminação pública” em todas as localidades, observando ainda que muitas das obras herdadas no sector da electrificação não foram realizadas, a nível dos três municípios.

Os deputados questionam sobre a necessidade da remodelação da rede de baixa tensão nas localidades dos Mosteiros, mas em nome dos foguenses, perguntam ao Governo “se existe algum projecto em termos de energias renováveis e iluminação pública com recursos à tecnologia led”.

“Não se compreende a insensibilidade deste primeiro-ministro, não há aumento salarial, os géneros de primeira necessidade sobem todos os dias e continua ignorando as consequências da pandemia e das sucessivas secas na martirizada vida do povo das ilhas”, referiu Luís Pires.

Além da questão energética e para a qual não vislumbram investimentos a curto prazo, outro assunto que os deputados do PAICV levam para a próxima sessão parlamentar tem que ver com a situação da seca e do mau ano agrícola.

A deputada Eva Ortet disse que a produção agrícola está comprometida mesmo nas localidades tradicionalmente agrícolas e que na zona, que concentra a maior parte dos efectivos pecuários, nem sequer há pastos para os animais.

Segundo a mesma fonte, o Ministério da Agricultura e Ambiente, deve iniciar desde já o plano para fazer face ao mau ano agrícola com resolução do problema de pastos e de água para o sector pecuário na zona sul, assim como medidas para mitigar o mau ano agrícola.

JR/ZS

Inforpress/Fim

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