Fogo: Identificados mais de uma centena de ninhos de Gongon (Perodroma feae) na ilha

São Filipe, 14 Jan (Inforpress) – A equipa técnica da associação de conservação e uso sustentável dos recursos “Projecto Vitó”, já identificou mais de uma centena de ninhos de Gongon (Perodroma feae) a nível da ilha do Fogo.

A informação foi avançada à Inforpress pelo director executivo do Projecto Vitó, Herculano Dinis que destacou a identificação de 101 ninhos de Gongon na ilha como uma marca “importante” porque levou mais de 10 anos de investigação e trabalho para identificar todos esses ninhos.

Este explicou que é “particularmente difícil de identificar ninhos de Gongon”, mas com grande esforço da equipa técnica e com apoio de uma cadela treinada para o efeito, baptizada com o nome de “África” já se atingiu a marca de 101 ninhos identificados na ilha do Fogo.

A época 2020/21 da reprodução de Gongon teve o seu início no passado mês de Novembro de 2021 e vai até meados de Junho, e, segundo Herculano Dinis, o “trabalho está a ser desenvolvido com grande dinâmica”.

Neste momento, avançou, o projecto tem equipas nas quatro ilhas de Cabo Verde com presença de Gongon, nomeadamente S. Nicolau, Santo Antão, Santiago e Fogo, sendo que nesta ilha o projecto tem quatro técnicos exclusivos para acompanhamento e monitorização da conservação de Gongon.

“A monitorização já começou em todas as ilhas, mas o destaque continua a ser a ilha do Fogo, onde já se identificou 101 ninhos”, disse Herculano Dinis, indicando que nas outras ilhas também foram identificados ninhos, mas em menor número.

Neste quadro os técnicos estão a realizar também os trabalhos de seguimento das ameaças, nomeadamente de gatos, ratos e do próprio homem, já que os ninhos começaram a ser ocupados, mas também a realizar captura através de rede.

Ainda no quadro da conservação das aves, o responsável do Projecto Vitó destacou o facto desta associação ter mantido, quase o ano inteiro, técnicos no Ilhéu de Cima, fazendo acompanhamento permanente da colônia das cinco espécies das aves marinhas que reproduzem neste espaço, mas também para seguimento da reprodução de tartarugas marinhas.

JR/ZS

Inforpress/Fim

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