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Fogo: Há mãos dos emigrantes no processo de desenvolvimento da ilha – Deputado

São Filipe, 22 Jul (Inforpress) – O deputado do Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV, oposição) eleito pelo círculo eleitoral da emigração, Estados Unidos da América (EUA), Alberto Alves, disse hoje que “há mãos dos emigrantes no processo de desenvolvimento da ilha”.

O parlamentar que se encontra de visita à ilha do Fogo para contactos com instituições que lidam com os emigrantes, avançou, após encontro com o presidente da câmara de São Filipe, Nuías Silva, disse ter registado mudança na paisagem arquitetónica da ilha, graças ao investimento dos emigrantes, sobretudo no sector da construção, sublinhando que é possível conseguir mais sucesso e desenvolvimento com o envolvimento da emigração.

A visita, explicou o deputado, tinha como propósito inteirar sobre a vida dos emigrantes, os seus constrangimentos e a forma de relacionamento com as câmaras municipais e outros poderes, destacando que ouviu as autoridades municipais, mas também os muitos emigrantes em férias, neste momento, na ilha, muitos dos quais vieram agora devido a pandemia que os impediram de viajar no ano passado para tratar de um conjunto de questões que estavam agendados.

“Pela forma como fui recebido e pela forma descontraído como os emigrantes coloraram questões e falaram sobre o desenvolvimento da ilha a visita foi positiva”, disse Alberto Alves, sublinhando que o desenvolvimento da ilha representa uma parte significativa de envolvimento de emigrante e ninguém pode ver este processo de modo desassociado.

Os emigrantes vivem com dois desafios, ter sucesso na América, quer na família, no emprego, na educação ou na habitação, e o outro, é o sonho de materializar algo na sua terra, através da construção, apoio às famílias e na criação de condições para, no momento certo, regressar para viver na sua terra”, disse o deputado do PAICV, para quem é necessário pedir mais aos emigrantes para abraçarem a causa da ilha e do País, sobretudo neste momento.

Apesar disso, os emigrantes apontaram alguns constrangimentos, que no dizer do deputado constitui “algum desgosto” que está relacionado com a questão dos transportes, e reclamam a necessidade de voos directos entre os Estados Unidos da América e Cabo Verde, assim como a melhoria da ligação com a ilha para evitar que depois de 24 horas de voos com passagem por vários aeroportos os emigrantes ficam obrigados a permanecer dias na Cidade aa Praia, com custos adicionais na hospedagem e na realização de testes.

Alberto Alves comprometeu-se com os presidentes das câmaras municipais da ilha para, naquilo que for possível, criar a vontade política e local para informar os emigrantes, mas também para sensibiliza-los para participarem ainda mais no processo de desenvolvimento.

“Temos de reconfigurar a organização dos cabo-verdianos na América”, defendeu Alberto Alves, lembrando que existem associações que prestaram um grande serviço no passado, mas que estão quase a desaparecer e é preciso reativa-las, lembrando que com o esforço individual é possível unir para funcionar para enfrentar problemas e para entrar na normalidade de desenvolvimento.

O autarca de São Filipe pediu apoio do deputado para divulgação da informação sobre a inovação tecnológica que a sua câmara está a fazer para “desmaterializar e desterritorializar” os serviços municipais, através daquilo que chamou da criação de uma delegação em Brockton, sublinhando que trata-se de “uma delegação virtual” e não física.

Nuías Silva pretende também angariar investimento dos emigrantes, sobretudo daqueles que são reformados, mas para tal referiu que é preciso criar as condições de saúde de modo a garantir o retorno destas pessoas com alguma segurança.

Este quer igualmente mobilizar os emigrantes no sentido de investirem em áreas como a pesca, agricultura e turismo, mas também para o envolvimento da emigração nas comemorações do centenário da elevação de São Filipe a categoria de cidade que se celebra durante o ano de 2022.

JR/DR

Inforpress/Fim

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