Fogo: Governo promete repor as três embarcações a funcionarem com regularidade na linha Praia/São Filipe

 

São Filipe, 28 Abr (Inforpress) – O primeiro-ministro garantiu hoje, na ilha do Fogo, que o Governo está no caminho certo para repor as três embarcações a funcionar com regularidade, segurança e qualidade, mediante a criação de mecanismos de novos operadores na linha.

Ulisses Correia e Silva fez essas considerações no encontro que manteve hoje na Casa da Bandeira com operadores económicos e emigrantes, onde anunciou para breve o regresso do navio Praia d’Aguada e aposta em novas operadoras, com regras de regulações de entrada de navios nas ligações marítimas, ainda que esta medida exija o subsídio do Estado.

A nível transportes aéreos, disse que a sua equipa governativa “está próximo de encontrar soluções para os TACV” e que o aeroporto de São Filipe vai ser iluminado como um factor que permite a ilha do Fogo aumentar a sua capacidade de economia.

O chefe do Governo reafirmou a sua firme convicção de pôr o País a crescer à taxa de 7% ao ano, e apontou o turismo, associado à agricultura e à pecuária, como o foco para a economia da ilha do Fogo.

Conforme explicou, face à escassez de água no País, a agricultura deve ser praticada de forma a ir ao encontro as particularidades técnicas de irrigação e da extensão do terreno, por forma a tornar-se mais produtiva, com mais rendimento e numa forte aposta na extensão rural.

Ulisses Correia e Silva, entende também, que estas actividades económicas devem permitir o desenvolvimento das políticas administrativas, fiscais, transportes, formação profissional, educativa e de infraestruturação, no sentido de fazer com que estes sectores consigam criar riquezas, empregos e rendimento.

O primeiro-ministro promete ainda trabalhar em parceria com a edilidade de São Filipe em vista à restauração e requalificação urbana desta histórica cidade, ao mesmo tempo que manifestou a sua determinação em aproveitar os recursos existentes em Chã das Caldeiras, mediante um plano pragmático, para a criação de zonas de residências e de produção, mas com controlo sobre os factores de risco.

A nível da construção civil, disse que políticas estão a ser criadas para fomentar a sua prática e minimizar o desemprego, e encorajou apostas no sentido de as obras serem adjudicadas a empresas locais, até um determinado montante, como forma de dinamizar a mão-de-obra local.

Ulisses Correia e Silva revelou ainda que já há orientações expressas para que aquisições do serviço público sejam concorridos, preferencialmente por empresas sedeadas na ilha do Fogo, uma forma encontrada para o desenvolvimento do comércio local, para além de aposta no emprego ao empreendedorismo jovem.

A nível portuário e desalfandegagem, uma das velhas reivindicações, essencialmente por parte dos emigrantes, garantiu que se está a trabalhar para trazer mais eficiência e menos custos para os operadores, em menos tempo e melhores condições, para evitar tais constrangimentos

SR/FP

Inforpress/Fim

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