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Fogo: FAO vai financiar instalação de laboratório de produção de factores biológicos para combate às pragas

São Filipe, 08 Ago (Inforpress) – A Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) vai financiar a instalação de um laboratório local de produção de factores de biológicos de combate às pragas.

A informação foi avançada pela representante da organização em Cabo Verde, Ana Laura Touza, que concluiu hoje a sua primeira visita à ilha para contactos com autoridades locais e inteirar-se dos projectos apoiados ou financiados pela organização.

A responsável disse que já foi inaugurado o laboratório para produzir factores biológicos para combate às pragas no INIDA (Santiago) e que esta organização vai oferecer um segundo laboratório para a ilha de Santo Antão.

A pedido do ministro da Agricultura, continuou, vai-se fazer um estudo para abrir, na ilha do Fogo, o terceiro laboratório para ter a produção  local de factores biológicos para combater as pragas.

Ana Laura Touza referiu que Cabo Verde é o primeiro país de África a ter laboratório para produção de factores biológicos, observado que é um programa global que abrange 15 países africanos.

Com relação ao projecto “Reforço da capacidade de adaptação e resiliência no sector florestal em Cabo Verde”, denominado de Reflor-CV, a representante da FAO disse que a comunidade beneficiária tem um engajamento “muito alto” e que associação está a fazer os trabalhos e há um “bom nível” de avanço, estando neste momento a preparar-se para plantação.

“O projecto Reflor está a caminhar muito bem, e esta é a primeira avaliação”, disse observado que há um “grande apoio” da Delegação do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) e das câmaras municipais, indicando que dos encontros tidos com as autoridades locais apercebeu-se de que há necessidades que são comuns, relacionadas a problemática de acesso à água.

Neste particular, disse que há necessidade de aumentar o número de furos de prospecção de água e, consequente, aumento do acesso à água para agricultura para poder aumentar sobretudo a fruticultura que é uma das prioridades das câmaras e do Ministério da Agricultura e Ambiente.

A questão da água, explicou, vai ser analisada para ver a possibilidade de dar “mais apoios” às solicitações, salientando que existem “boas perspectivas”, porque a ilha tem “grande potencialidade” agrícola e “boas condições” para o seu desenvolvimento.

“A maior preocupação foi a problemática de água, a FAO está a rever a sua programação com o Governo para os dois próximos anos e o uso de água para agricultura é a primeira prioridade”, disse a representante da FAO, indicando que é preciso providenciar apoio técnico para estudos, mas que há possibilidade de se fazer estudos sobre a potencialidade para fornecer água.

Neste momento a FAO tem cinco projectos na ilha, nomeadamente reforço da capacidade de adaptação e resiliência no sector florestal em Cabo Verde e apoio à luta integrada e ajuda de urgência para a luta contra a lagarta do cartucho do milho.

Assistência de emergência a família de agricultores afectados pelos efeitos do mau ano agrícola e da seca e ajuda de emergência para proteger e restabelecer  os meios de subsistência e aumentar a resiliência dos agregados familiares afectados pela erupção vulcânica de 2014 fazem ainda parte dos projectos.

JR/AA

Inforpress/Fim

 

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