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Fogo: Falta de conhecimento e problema de transportes tem condicionado o comércio com África – Eunice Mascarenhas

São Filipe, 11 Jun (Inforpress) – A falta de conhecimento do continente africano, da sua cultura e o problema dos transportes , que é “incipiente ou quase inexistente”, condicionam as transacções económicas com a África.

A afirmação é da presidente da Associação das Mulheres Empresárias de Cabo Verde, Eunice Mascarenhas, durante o primeiro dia da jornada sobre o desenvolvimento do sector privado, promovida pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em parceria com o Governo, câmaras municipais e o sector privado.

“A África tem potencialidades enormes e muitos dos nossos parceiros que estão na Europa e nos Estados Unidos da América, com os quais estamos habituados a fazer transacções económicas estão a criar oportunidades para irem para a África, porque tem grande vantagem, não só de matéria-prima, que é imensa, genuína e natural, mas também de mão-de-obra, que é mais baixa”, disse Eunice Mascarenhas no encontro com um grupo de mulheres ligadas ao comércio.

Segundo a mesma, os transportes têm condicionado as transacções económicas, observando que antes da independência existiam transportes marítimos que faziam ligações entre muitos desses países, mas que hoje são quase inexistentes.

Na falta de transportes, explicou, a tendência é virar para a Europa e América, salientando que se está a tentar incentivar as mulheres para começarem a pensar no comércio com o continente africano, apesar de outros constrangimentos que as mulheres que estão no comércio enfrentam como as barreiras colocadas a nível das alfândegas.

Para a mesma introdução de sistema de transportes marítimos irá facilitar imenso as mulheres nas transacções comerciais com o continente.

Cabo Verde, continuou, não tem produtos que possa exportar, mas tem vários serviços que podem ser trabalhados e exportados nas áreas do turismo, das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC), a capacidade profissional de mão-de-obra, de entre outros, destacando que é importante para Cabo Verde estar presente neste continente, fazer e mostrar que África interessa o país e há que aproveitar todas as oportunidades.

Para Elizabeth Mendes, dos escritórios do PNUD, em relação ao comércio livre no continente, a União Africana encarregou esta instituição de organizar conferência sobre a área do comércio em África.

Esta indicou que dadas as especificidades das mulheres há necessidade de ouvi-las sobre o comércio transfronteiriço tendo em conta que os países não têm as mesmas legislações e nem as pautas aduaneiras e as tarifas são iguais.

“O PNUD foi solicitado como parceiro a ouvir as mulheres que estão no comércio, que é uma actividade muito intensa no continente africano”, disse Elizabeth Mendes, observando que Cabo Verde tem a sua especificidade porque não tem uma transação fronteiriça como existe noutros países, mas tem igualmente dificuldades na penetração no continente.

Esta dificuldade, segundo a mesma, está relacionada com a falta de um transporte regular com o continente, mas também porque existe uma tradição de transacção comercial com Europa, e, muito pouco com África, apesar de ser o nosso continente e de ter grandes oportunidades a oferecer a Cabo Verde.

“As mulheres podem dar aquele passo que não demos até hoje, de penetrar no mercado africano e temos condições para aparecer em grande e exportar serviços”, disse a representante dos escritores de PNUD, sublinhando que “aí é que está a oportunidade de desenvolvimento”.

Depois do workshop de quinta-feira sobre consultas a nível nacional para a fase preparatória no desenvolvimento do Protocolo Africano sobre Mulheres no Comércio, hoje e sábado, 12, acontece a conferência sobre Economia Azul com várias temáticas, com destaque para apresentação do desenvolvimento do sector privado em Cabo Verde, contacto com entidades locais e nacionais ligadas a este sector da actividade.

JR/AA

Inforpress/Fim

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