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Fogo: Exposição de telas de aves marinhas é para dar oportunidade às pessoas para conhecerem as espécies – Projecto Vitó

São Filipe, 13 Out (Inforpress) – A exposição de telas das aves marinhas de Cabo Verde, marcando início da temporada 2021/22 de Gongon (Pterodroma feae), visa dar à comunidade educativa e a sociedade civil oportunidade para conhecer as espécies, informou hoje a organização.

A exposição, que decorre de 12 a 15 de Outubro, no largo de Cruz dos Passos, área de grande movimentação de pessoas na cidade de São Filipe, é promovida pela Associação Projecto Vitó.

Segundo o presidente executivo, Herculano Dinis, a mostra tem também por objectivo dar a conhecer a equipa, acção e todo o trabalho desenvolvido pela associação em prol da conservação da biodiversidade na ilha do Fogo e em todo Cabo Verde.

Quanto à temporada de Gongon, Herculano Dinis indicou que pretende assinalá-la porque, “é agora que o animal começa a regressar da emigração”, explicando que o Gongon tem um ciclo biológico de reprodução que inicia em Outubro, com o acasalamento, seguindo a colocação do ovo em meados de Janeiro, a eclosão nos meses de Fevereiro/Março e a saída dos ninhos dos filhotes no mês de Junho do ano seguinte, em direcção ao mar.

A temporada é de oito a nove meses e implica um trabalho intensivo em quatro ilhas – Santo Antão, São Nicolau, Santiago e Fogo –  onde existem colônias desta ave marinha.

Segundo Herculano Dinis, os dados estatísticos apontam que a ilha de Santo Antão é a que tem maior população de Gongon, seguido de São Nicolau e Fogo, e depois a ilha de Santiago com menor número, mas onde há maior nível de ameaça e pressão humana sobre esta espécie.

O projecto montou um programa para receber desde crianças do pré-escolar até alunos do 12º ano da escolaridade, tendo na manhã de hoje recebido os alunos do 12º ano, da área de Ciência e Tecnologia (CT) da escola secundária Dr. Teixeira de Sousa, referiu Herculano Dinis, salientando que a exposição continua aberta para as pessoas que transitam pelo largo.

As questões colocadas pelos estudantes foram “pertinentes”, no dizer do responsável do projecto, e vão ao encontro do objectivo da promoção desta exposição que é ser desafiado pelos estudantes e explorar as suas curiosidades, passar informações de forma correcta e precisa, na perspectiva de que terá resultado na sua sensibilização, conhecimento e na contribuição futura dos mesmos para conservação de biodiversidade.

Além da temporada de Gongon que se inicia, a Associação projecto Vitó vai fechar na sexta-feira, 15, a campanha de conservação de tartarugas, mas Herculano Dinis indica que esta organização não-governamental quer ser ambiciosa e a tendência agora é tentar organizar grandes eventos a nível nacional e internacional.

Esta ONG foi convidada e vai participar em duas conferências, sendo uma em São Vicente e outra na Guiné-Bissau sobre “educação ambiental e tartarugas marinhas”, mas a mesma tem estado a participar nas conferências virtuais e, recentemente, participou numa expedição científica no Atlântico.

JR/CP

Inforpress/Fim

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