Fogo: Estudo para iluminação da pista do aeródromo de São Filipe será lançado em Maio – Olavo Correia

São Filipe, 20 Abr (Inforpress) – O estudo da viabilidade técnica para a iluminação do aeródromo de São Filipe vai ser lançado no próximo mês de Maio, disse hoje em São Filipe, o vice-primeiro-ministro, Olavo Correia.

O governante que participava na inauguração da unidade hoteleira “hotel casa colonial Koenig”, propriedade de Luísa e Vincent Jorgensen, disse que da parte do Governo há uma indicação no sentido de se avançar com a iluminação e para determinar as condições para que se possa garantir um bom investimento nesta infra-estrutura aeroportuária, uma das principais portas de entrada na ilha do Fogo.

“Uma ilha com um vulcão activo, vinho, café, empreendedores, nos mais diversos domínios, uma diáspora sedenta de investir, que tem o mundo que olha para ela com admiração e simpatia, tem tudo para ser uma ilha desenvolvida”, disse Olavo Correia.

Acrescentou ainda que o Governo está a trabalhar para unificar a ilha do Fogo com as demais ilhas de Cabo Verde e com o mundo, através da melhoria progressiva a nível dos transportes marítimos e aéreos, sendo que a iluminação do aeródromo, cujo estudo vai ser lançado no mês de Maio se inscreve.

Alem disso afirmou que o Governo vai continuar a observar o crescimento do mercado turístico  na ilha e em função disso realizar os investimentos necessários para que o Fogo tenha uma ligação não só com as demais ilhas mas com o mundo.

Cabo Verde, considerou, para avançar tem de procurar fazer coisas diferentes em um conjunto de áreas, nomeadamente nos transportes marítimos e aéreos, conectividade tecnológica, portos, aeroportos, porque, segundo o mesmo, “o país não tem condições para cuidar de tudo e mais alguma coisa enquanto estado/Governo e tem de convidar entidades privadas para investir nestes sectores para ter um serviço público de qualidade”.

Com relação à nova unidade hoteleira com um total de 12 suites, piscina e snack-bar, localizado no núcleo histórico de São Filipe, a escassos metros dos edifícios dos Paços do Concelho e da Igreja Matriz, o governante reconhece que “é um empreendimento de muita qualidade, que coloca a ilha do Fogo num patamar superior em termos de turismo e vai aumentar a ofertar turística”.

Além de salvar o património, a recuperação e instalação da unidade no antigo sobrado vai permitir “vender uma narrativa, a história, a cultura cabo-verdiana a uma escala global e é uma nova oportunidade para a ilha do Fogo”, parabenezando por isso os proprietários.

Para o vice-primeiro-ministro. “empresários como Luísa e Vincent não precisam de apoio do Estado porque são empreendedores e que já mostraram que são capazes, mas precisam da confiança dos operadores que estão no mercado, garantindo que o Executivo está a trabalhar para que isso aconteça”.

Olavo Correia sublinhou que “nenhum país consegue se desenvolver sem uma classe empresarial endógena forte, competitiva, com capacidade de gestão e financeira para produzir, exportar, inovar e garantir um serviço de qualidade a todos que procuram Cabo Verde como destino turístico e que os que estão na esfera pública têm a obrigação de facilitar e não complicar, incentivar e não dificultar”.

Para a mesma fonte, quem faz o país acontecer são os empresários, os gestores, as empresas, os trabalhadores e essas entidades precisam do apoio, deixando claro que Cabo Verde não vai conseguir avançar com mais dívida pública, com mais obras públicas, mas que é preciso uma mudança de atitude e valorizar as empresas, empresários e gestores.

JR/ZS

Inforpress/Fim

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