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Fogo: Estado tem de ter todas as garantias antes de autorizar desmantelamento do Deimos – ministro

São Filipe, 19 Jul (Inforpress) – O ministro do Mar, Paulo Veiga, que se encontra de visita à ilha do Fogo, disse hoje à Inforpress que o Estado de Cabo Verde tem de ter todas as garantias antes de autorizar o desmantelamento do navio Deimos.

O navio encontra-se encalhado desde 13 de Novembro do ano passado, nas imediações do porto de Vale dos Cavaleiros e, segundo o governante, o processo de desmantelamento está com o Instituto Marítimo Portuário (IMP) e com as seguradoras.

Paulo Veiga informou que o barco tinha todos os seguros exigidos internacionalmente aquando do seu encalhe e que ainda não foi dado por perdido a favor do Estado de Cabo Verde.

“Estão a trabalhar na remoção do barco e dizem que já identificaram uma empresa e que estão a trabalhar na contratação, entre as empresas, para fazer o desmantelamento do navio Deimos”, clarificou.

Segundo o governante, o processo de desmantelamento não está dependente do Estado e nem do IMP, mas das seguradoras e da empresa que vai fazer o trabalho.

Paulo Veiga indicou que a empresa que irá fazer o desmantelamento deste navio tem de cumprir várias regras e tem de ter uma ideia clara onde vai colocar o ferro para não ficar ferro velho na ilha do Fogo.

“Todo este processo tem de ser apresentado e autorizado para o seu efeito, mas espero que ainda este ano comece a remoção do navio”, disse Paulo Veiga, para quem não é uma vista bonita ter este navio nas proximidades do porto de Vale dos Cavaleiros, apesar de não causar constrangimento no funcionamento do porto.

“Vamos fazer o trabalho bem feito e não podemos correr o risco do que aconteceu em Santa Luzia em que se começou o desmantelamento e não terminou porque o contrato não previa o que acontecia caso a empresa não conseguisse fazer todo o trabalho”, disse Paulo Veiga, assegurando que o Estado só autoriza quando tiver todas as garantias.

Neste processo, segundo o governante, entram vários departamentos do Estado por ser um trabalho complexo, sublinhando que o Ministério do Ambiente deve apresentar plano de remoção e de contingência se houver algum produto a vazar para o mar, mas também entram as empresas de combustíveis.

“É um processo complexo o desencalhe de um barco. Preferimos fazer isso com calma e bem feito do que fazer às pressas e depois ter o prejuízo de ficar com o barco mais o risco de poluição, de entre outras coisas”, disse.

O navio Deimos com bandeira Panamá, de 94 metros de comprimento, 15 de largura e 5.5 metros de calado e com capacidade para mais de três mil toneladas de carga encalhou no dia 13 de Novembro de 2020 nas proximidades do porto de Vale dos Cavaleiros ao deixar este porto rumo à ilha de São Nicolau.

Depois de retirada de várias toneladas de carga (cimento e ferro) as autoridades marítimas, com recurso a vários meios e equipamentos, fizeram poucos dias a retirada de 110 mil e 200 litros de combustível e aguaoleosa que se encontrava a bordo do navio que continua nas proximidades do porto.

JR/CP

Inforpress/Fim

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