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Fogo: Equipa do M-EIA e Faculdades de Belas Artes do Porto envolvida no Projecto Desenhar São Filipe (c/áudio)

São Filipe, 12 Set (Inforpress) – Uma equipa técnica do Instituto Universitário de Arte, Tecnologia e Cultura do Mindelo (M_EIA) e da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto (Portugal), terminam hoje os trabalhos de campo do Projecto Desenhar São Filipe.

O presidente do M_EIA, Leão Lopes, disse que se trata de um projecto semelhante ao realizado há cerca de dois na localidade de Chã das Caldeiras, que era “Desenhar Chã”, e que resultou na edição de um livro.

Leão Lopes disse que o presidente da Câmara Municipal de São Filipe, Nuías Silva, gostou da ideia e desafiou o M_EIA e a Faculdade de Belas Artes do Porto a desenhar São Filipe.

Precisou  que foi nesta óptica que uma equipa de cinco pessoas, dois professores de desenho da Faculdade de Belas Artes e dois alunos que concluíram a licenciatura em Desenho Plástico na referida universidade, e uma pessoa do M_EIA, neste caso o próprio Leão Lopes, passaram uma semana a fazer o trabalho de terreno.

“Estamos aqui a observar e a sentir São Filipe, desenhando, fotografando e investigando um pouco a sua história com a finalidade de produzir um livro”, disse Leão Lopes, observando que tudo correu bem, esperando que saiam “bons desenhos e que o livro possa ser editado e retratando a cidade de São Filipe”.

Segundo o mesmo, durante uma semana, a equipa desenhou vários aspectos, nomeadamente social, patrimonial e tudo que durante esse período de tempo foi dado à equipa sentir e observar, acrescentando que “é muito transversal”, já que a equipa não permaneceu apenas no centro urbano, mas saiu um pouco para a periferia, porque, explicou, “a cidade não existe sem quem a sustenta”.

Segundo Leão Lopes, a equipa trabalhou São Filipe nestas dimensões, mas também a sua dimensão histórica, através da investigação para compreender tudo, de modo que este livro tenha sentido, no âmbito das comemorações do centenário da elevação de São Filipe a categoria de cidade, que se assinala a 12 de Julho de 2022.

A mesma fonte indicou que a equipa já conhecia o terreno e que a metodologia estabelecida era a mesma do Projecto Desenhar Chã, sublinhando que foram produzidos imensos desenhos, mais de duas centenas, para depois fazer uma selecção cuidada e de acordo com os textos.

O professor de desenho da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, Mário Bismarque, disse que este projecto tem a ver com o centenário da cidade de São Filipe e que o trabalho que se está a realizar é diferente do de Chã das Caldeiras, que estava envolvido num outro contexto.

“Aqui é ver, sentir, desenhar, fotografar e comentar a cidade, a questão fulcral é a cidade”, destacou Mário Bismarque, sublinhando que foram, por exemplo, desenhados a praça do Presídio, o mercado, porto de pesca, cemitério, Casa da Memória, “que é um museu fantástico”, o hospital velho e a escola grande, de entre outros.

“Pretendemos fazer aquilo que São Filipe tem de mais característico como identidade desta terra”, referiu.

Para realizar este trabalho, segundo o mesmo, é preciso ter “alguma competência a este nível”, mas também estar “atento, aberto e bem orientado” para saber aquilo que é importante, observando que São Filipe é também uma cidade com contrastes e tem coisas com peso histórico, outras mais recentes e que “apanhar esta diversidade” foi também o desafio.

JR/AA

Inforpress/Fim

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