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Fogo: Equipa da Diocese de Santiago avalia implementação da disciplina de educação moral e religiosa católica nas escolas

São Filipe, 10 Jun (Inforpress) – Uma equipa da comissão da Diocese de Santiago encontra-se de visita à ilha do Fogo para avaliar a implementação da disciplina de educação moral e religiosa católica nas escolas, ainda em fase de experimentação.

O presidente da comissão diocesana de Educação Moral e Cristã, o padre José Eduardo Afonso, disse hoje à Inforpress que a equipa veio para fazer a avaliação, mas sobretudo com o objectivo de inteirar-se do andamento do processo e reforçar a socialização junto das autoridades competentes, como o delegado do Ministério da Educação e equipa, o presidente da Câmara Municipal de São Filipe e a vereadora responsável pela área da educação.

Além dos contactos a equipa de avaliação deslocou-se às escolas donde os futuros alunos são originários, já que a nível da ilha do Fogo, a experiência da implementação da educação moral e religiosa católica é feita apenas na escola secundária Dr. Teixeira de Sousa que alberga alunos de várias escolas.

O processo de implementação, segundo o mesmo, tem corrido bem e tanto as autoridades camarárias como educacionais acolheram “muito bem” a equipa, com um “diálogo profícuo” e por isso o presidente da comissão diocesana espera que no próximo ano se possa tirar frutos destes diálogos e de encontros.

Nesta fase, ainda a título experimental foram escolhidas 13 escolas a nível nacional onde se está, há dois anos, a fazer experiência da implementação educação moral e religiosa católica e a previsão é para, a partir, de 2023, começar a alargar de forma progressiva a todas as escolas do país.

Este indicou que nesta deslocação o enfoque foi para as autoridades locais e vistas às escolas para encontros com professores, observando que numa segunda fase haverá encontros com os pais e as comunidades, porque, explicou, o objectivo é de sensibilizar e esclarecer a opinião pública da pertinência e utilidade da disciplina que tem o seu enquadramento legal e no contexto social em que se vive momento de muita convulsão social, fruto da perda de valores.

“Esta disciplina poderá ser um importante contributo na superação destas dificuldades e daí pensarmos em encontros comunitários para explicar e mostrar que esta disciplina não tem por objectivo recrutar ou angariar adeptos para a Igreja Católica e, muito menos, tem a ver com a catequese”, disse o padre, sublinhando que são duas coisas completamente diferentes com metodologia diferentes.

Segundo o mesmo, quem vê o programa desde o primeiro ao 12º anos terá uma opinião diferente daquela que, por vezes, passa pelos corredores das escolas.

Quanto à formação dos professores, o padre José Eduardo indicou que ela iniciou-se, em simultâneo com o início da implementação da disciplina, com a realização de um curso de pós-graduação oferecido pela Escola Diocesana Cristã, sublinhando que neste momento está-se na segunda edição desta formação.

A mesma fonte referiu que também começou no mesmo período o processo da criação da Escola Universitária Católica de Cabo Verde, estando neste momento na fase final de elaboração dos documentos fundacionais e, por isso, pensa entregar toda a documentação às autoridades competentes para analisar e posterior concessão do alvará, nos próximos tempos.

Este indicou que a escola irá avançar com outras propostas formativas, mas sem esquecer a pertinência de formar professores para poderem exercer com competência o seu ministério na leccionação desta disciplina.

O padre José Eduardo, que coordenada a equipa que está a trabalhar na criação da escola universitária, disse que, na elaboração dos documentos fundacionais, prevê-se a descentralização e a ilha do Fogo não ficará atrás.

O mesmo referiu que a nível do curso de especialização em ciências religiosas há cerca de duas dezenas de inscritos da ilha Fogo, acreditando por isso que este é o mercado viável, sublinhando que como a Diocese tem algumas estruturas poderá criar um pólo ou arranjar forma de oferecer localmente cursos de vários níveis e que vão na direcção da formação do homem.

“Temos vindo a notar que a erosão dos valores e princípios morais é grande e a escola universitária vai ter como objectivo, não concorrer com as outras universidades, mas oferecer cursos, após uma analise criteriosa da situação social, que acrescentam algo à comunidade educativa e académica e sobretudo provocar uma maior qualidade de ensino superior em Cabo Verde”, precisou.

O padre José Eduardo Afonso, que foi, no passado pároco das Paróquias da Nossa Senhora da Conceição e Santa Catarina, avançou que o presidente da câmara de São Filipe mostrou muita abertura e que inclusive deu sugestões de actividades e programas que podem ser realizados através de parcerias.

Ficou assente a necessidade da elaboração de um futuro protocolo de cooperação entre as duas instituições para idealização de algumas actividades já que a preocupação é a mesma e passa pela formação do homem e oferecer à comunidade educativa cursos de qualidade.

JR/ZS

Inforpress/Fim

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