Fogo: É necessário avançar na publicitação, promoção e criação de marcas da Reserva Mundial da Biosfera – Nuías Silva

São Filipe, 24 Abr (Inforpress) – O presidente da Câmara Municipal de São Filipe defendeu hoje a necessidade de se avançar para a publicitação, promoção e criação de marcas que garantam uma presença mais forte do importante selo da Reserva Mundial da Biosfera.

Nuías Silva fez estas afirmações durante a cerimónia da abertura da exposição “Reserva Mundial da Biosfera” promovida pela Associação Projecto Vitó, em parceria com a Câmara Municipal de São Filipe, que decorre a partir de hoje, 25 de Abril e até ao próximo dia 03 de Maio, no centro da cidade de São Filipe.

“Quem chega a São Filipe ou a qualquer outro município da ilha, se não se lhe disser que a ilha do Fogo é uma Reserva Mundial da Biosfera, não terá este conhecimento. Precisamos avançar com a publicitação, a promoção e a criação de marcas que garantam esta presença mais forte deste importante selo”, destacou Nuías Silva.

Passado um ano e três meses após a declaração da ilha do Fogo, juntamente com a do Maio, como Reservas Mundiais da Biosfera, só agora é que estão a ser criadas as condições e o Projecto Vitó tem feito um trabalho em adiantamento daquilo que é a responsabilidade do Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA), salientou Nuías Silva, reconhecendo que quer a ilha do Fogo quer a ilha do Maio estão atrasados na implementação das equipas directivas da reserva.

“Devemos acelerar o diálogo com o Governo para que os recursos, financeiros e humanos, possam ser disponibilizados para a implementação do secretariado”, referiu o autarca de São Filipe, sublinhando que “há uma verba disponibilizada” e que já foi lançado o concurso para o logótipo da reserva, esperando que no decurso do primeiro semestre estejam em condições de reunir e avançar com a direcção e fazer o trabalho de sensibilização e promoção.

Segundo o mesmo, o selo da Reserva Mundial da Biosfera é um reconhecimento daquilo que é o coabitar entre o homem e os ecossistemas naturais e há uma responsabilidade do MAA, entidade que deverá prover os recursos necessários para a instalação da Comissão Directiva da reserva.

Quanto à exposição, Nuías Silva, destacou o trabalho desenvolvido pelo Projecto Vitó na conservação e protecção das espécies endémicas e em vias de extinção na ilha do Fogo, na Ilha Brava e nos Ilhéus do Rombo, que representam “um importante espaço territorial de conservação” tendo em conta a biodiversidade que representam no contexto nacional.

A responsabilidade, segundo o mesmo, acresce pelo facto de a ilha ser uma Reserva Mundial da Biosfera e por isso se pretendeu realizar, nesta altura das festividades e em homenagem ao centenário da cidade, esta exposição para apresentar o trabalho desenvolvido e levar ao conhecimento dos visitantes e emigrantes, aquilo que são as potencialidades do ecossistema foguense.

No dizer de Nuías Silva isso pode abrir “excelentes perspectiva” para um produto turístico ligado à questão do ambiente e da biodiversidade, tendo sempre em conta o equilíbrio que deve existir entre a acção do homem e a protecção necessária do ecossistema para que a ilha continue a sustentar o selo da Reserva Mundial da Biosfera, que retrata a relação entre o homem e o espaço natural.

Nuías Silva indicou que a autarquia é um parceiro de primeira hora do Projecto Vitó e defendeu que o Governo deve dar uma atenção especial às organizações do género que trabalham na protecção e preservação do ambiente para continuarem a desenvolver o trabalho e alargando a base de intervenção.

A exposição está dividida em quatro áreas, uma só sobre a Reserva da Biosfera, outra sobre as espécies endémicas (plantas e répteis), outra com fotografias nocturnas das aves marinhas e uma sala de audiovisual, segundo o director executivo do Projecto Vitó, Herculano Dinis.

A sessão de abertura contou com a presença de alguns autarcas que se encontram na ilha para a reunião da Associação Nacional dos Municípios de Cabo Verde, do embaixador da Líbia em Cabo Verde, além de outras entidades locais e nacionais.

A equipa do Projecto Vitó estará no espaço da exposição de forma permanente das 08:00 às 18:00 horas para acompanhar os visitantes, sendo que a perspectiva do Projecto Vitó é receber todas as comitivas que visitam a ilha neste período de festa.

JR/HF

Inforpress/Fim

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