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Fogo: Dia Internacional de Protecção Civil assinalado na região com palestras e sensibilização das comunidades escolares e vulneráveis

São Filipe, 01 Mar (Inforpress) – O Dia Internacional de Protecção Civil, que se celebra hoje, é assinalado na região Fogo/Brava com palestras e sensibilização das comunidades, escolares e vulneráveis a risco de desastre, sobre metodologias de segurança e de auto-protecção.

A nível da região Fogo/Brava, o serviço de protecção civil funciona através de um sistema integrado pelos serviços municipais e pelo serviço nacional, através do Comando Regional do Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros (SNPCB), que articula e executa a politica de protecção civil a nível municipal e regional, visando a redução de risco e desastre, resposta a situação de emergência e medidas pós-desastres.

O responsável pelo Comando Regional do SNPCB, com sede em São Filipe, Edson Alfama, lembrou à Inforpress que o serviço regional foi implementado desde 2015 para apoiar as câmaras municipais na organização dos seus serviços municipais e que durante esse período, e com apoio do Governo e da instituição internacional, foram criadas as condições para capacitação de quadros de diversas instituições e de cidadãos que prestam o serviço de forma voluntária.

Segundo Edson Alfama, em 2015, realizou-se a primeira formação de avaliação pós-desastre, o PDNA da erupção vulcânica da ilha do Fogo, no ano seguinte a formação de capacitação dos bombeiros voluntários da ilha Brava e abertura do centro de emergência municipal, equipado com materiais e equipamentos de emergência.

Em 2018, prosseguiu, foram formados cerca de 40 jovens dos municípios dos Mosteiros e de Santa Catarina para desempenharem a função de bombeiros voluntários e abertura dos centros, equipados com materiais e equipamentos de respostas a emergência e no ano passado foi finalizada a formação de capacitação e abertura do centro de emergência de São Filipe.

Com relação a projectos, o responsável do Comando Regional do SNPCB indicou que foi implementado o projecto DURA – plano detalhado de riscos urbanos do município dos Mosteiros, projecto esse que será replicado este ano na ilha Brava.

O responsável avançou ainda que dois outros projectos estão a ser elaborados para a preservação da conservação da biodiversidade do perímetro florestal de Monte velha e contra incêndios florestais, e na ilha Brava um projecto de segurança da extracção de inertes.

Os serviços municipais, segundo a mesma fonte, funcionam com o mínimo, com carências de equipamentos e da profissionalização do corpo de bombeiros municipais, criação de gabinetes técnicos de estudos de riscos e para elaboração de planos de emergências e contingências, acrescentando que os planos de emergência municipais que existem necessitam de actualização.

Em relação ao município de São Filipe, o vereador da área de Protecção Civil, Caetano Rodrigues, disse que a autarquia faz um “esforço enorme” para manter o grupo de bombeiros formados activos e motivados, observando que neste momento funcionam em regime de chamadas, quando forem accionados.

“Sempre que são chamados têm respondido com muita eficácia e grande parte dos trabalhos tem sido o combate a incêndios na lixeira e pequenos acidentes”, disse o vereador, para quem o maior desafio para o serviço municipal de protecção civil é ter um corpo de bombeiros que funcione 24 horas e com todos os materiais necessários para desempenhar bem esta função.

Para Caetano Rodrigues, os maiores constrangimentos são os materiais e existem alguns que são cruciais, mas infelizmente o serviço não dispõe dos mesmos, nomeadamente os de salvamento a grande profundidade, busca e salvamento.

“O nosso plano é de oficializar o corpo de bombeiros e tornar o serviço 24 horas/dia”, disse Caetano Rodrigues, observando que os voluntários são bem gratificados pelos serviços que prestam, mas nada que se compara com um serviço a tempo inteiro.

Este avançou ainda que existe um contacto permanente com o coordenador de Protecção Civil na ilha.

Quanto ao município dos Mosteiros, o vereador Jaime Monteiro Júnior indicou que existe um corpo de bombeiro formado por 30 elementos, na sua totalidade no regime de voluntariado, alguns dos quais com responsabilidade profissionais e outros trabalhando por conta própria, o que dificulta o desempenho.

“Sempre que são chamados em situações pontuais de emergência respondem prontos”, disse Jaime Monteiro Júnior, indicando que os desafios para esta área são enormes e vão desde a uniformização passando por equipamentos fundamentais.

Este avançou que no quadro da cooperação descentralizada com o município português de Ansião, o município dos Mosteiros prevê receber ainda este ano fardamentos e alguns equipamentos, de entre os quais uma ambulância.

O serviço municipal dispõe neste momento de um carro de bombeiros, de pequeno porte, mas a unidade está devidamente equipada, com o mínimo indispensável para acudir às situações de protecção civil.

O município dispõe do seu plano de protecção civil, aprovado pela Câmara e pelo SNPCB e existe uma boa ligação com o comando regional.

Com relação ao município de Santa Catarina do Fogo, não foi possível estabelecer o contacto com o presidente da Câmara que tem a responsabilidade para este sector, mas o município dispõe de um centro de emergência, alguns equipamentos e um corpo de bombeiros voluntários.

JR/JMV

Inforpress/Fim

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