Fogo/Dia do Município: A melhor política social é económica – autarca

São Filipe, 27 Abr (Inforpress) – O presidente da Câmara Municipal de São Filipe, Nuías Silva, defendeu hoje que “a melhor política social é económica”,

O autarca, que presidiu ao acto de lançamento da II edição do prémio “Garantia Comunidade”, da Companhia de Seguros Garantia, justificou o seu posicionamento com a necessidade de se fazer uma mudança daquilo que são os paradigmas de política social e do assistencialismo para políticas mais produtivas e de geração de rendimento.

O edil sublinhou que a atribuição de prémios incentiva as pessoas a organizarem e a estruturarem projectos, mas também a pensar em acções que tenham impacto social e que possam gerar sustentabilidade.

Nuías Silva indicou que, à semelhança das câmaras, as empresas recebem vários pedidos de apoios e acabam por apoiar e consumir muito dinheiro ao país, mas que no final o impacto de combate à pobreza não é aquilo que se quer.

“O fundamental é que haja concurso e incentivo às associações e individualidades para pensarem projectos que geram externalidades e alteram o sentido da vida das pessoas beneficiadas”, disse o autarca, que felicitou a Garantia pela implementação deste prémio.

Para o presidente da edilidade de São Filipe o “processo de desenvolvimento é de todos” e cada um no seu espaço deve promover actividades convergentes para que se possa ter uma sociedade cada vez mais justa e com oportunidades para todos, e ajudar aqueles que por vicissitudes da vida não conseguiram suceder na forma como se desejaria.

Com este prémio, a garantia, no dizer do mesmo, no âmbito da sua responsabilidade social, ajuda as associações a consolidar e materializar a política de “não deixar ninguém para trás”, destacando que a câmara estará disponível para ajudar a Garantia na divulgação e promoção do prémio junto das associações da ilha para que haja um maior número possível de candidaturas.

O administrador da Garantia, Luís Nobre Leite, que apresentou a II edição do prémio, referiu que depois de três anos de ausência a seguradora decidiu marcar presença na ilha de forma simbólica, mas com foco neste ano do centenário de elevação de São Filipe a categoria de cidade, com o lançamento do prémio.

A primeira edição aconteceu em 2021, mas explicou que é um prémio pensado há algum tempo e que era para ser lançado em 2019, mas com a pandemia foi adiado.

“Há muitos pedidos de apoios e as empresas não têm capacidade de dar respostas a todos”, afirmou Luís Nobre Leite, sublinhando que enquadrada na actividade seguradora a empresa selecciona projectos que têm algo a ver com a sua actividade e que foi neste âmbito que surgiu este prémio “Garantia Comunidade”.

Durante o acto de lançamento apresentou os critérios para concorrer ao premio, cujo montante passou de 2.500 para 4.000 contos, nomeadamente as associações que desenvolvem as suas actividades no território nacional, estar legalmente constituída, registada e com sede no país, ter projectos nas áreas da inclusão social de pessoas com deficiência ou incapacidade permanente e de prevenção em saúde.

A candidatura decorre a partir do dia 27 de Abril até 30 de Julho, depois os projectos serão analisados por um júri e em Novembro, e no aniversario da Garantia serão atribuídos os prémios aos vencedores.
Em 2021 apenas uma associação da ilha do Fogo, Associação Zé Luís Solidário, apresentou candidatura, mas não foi premiada.

Presente no acto do lançamento do prémio o responsável da Associação Zé Luís Solidário, José Luís Martins, disse à Inforpress que em 2021 tomou conhecimento do prémio atrasado e teve de fazer o registo da associação em Cabo Verde para a sua legalização e que mesmo assim conseguiu candidatar-se.

Para este ano, explicou, a associação vai preparar e candidatar-se ao prémio “garantia Comunidade” da melhor forma possível.

O prémio enquadra-se no programa de responsabilidade social e na estratégia de sustentabilidade da companhia e tem como missão promover o desenvolvimento do sector social, através do apoio às organizações da sociedade civil, organizações não governamentais e outras instituições sem fins lucrativos, que actuam nas áreas da inclusão social de pessoas com deficiência ou incapacidade permanente e de prevenção em saúde.

A iniciativa tem uma abrangência nacional e as instituições elegíveis podem apresentar as suas candidaturas até 30 de Julho, mediante o preenchimento do formulário, igualmente disponível na página da instituição.

JR/JMV
Inforpress/Fim

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