Fogo: Descida de temperatura e “diminuição drástica” da ventania durante a noite contribuíram para controlar o incêndio – presidente da câmara

São Filipe, 18 Mai (Inforpress) – A descida de temperatura e a “diminuição drástica” da forte ventania durante a noite de terça-feira, 17, contribuíram para o controlo do incêndio que deflagrou em Ponta Verde, zona norte do município de São Filipe.

Ao fazer o ponto da situação, na manhã de hoje, o presidente da câmara de São Filipe, Nuías Silva, garantiu que o incêndio que consumiu muita área agrícola estava controlado, porque, explicou, durante a noite as equipas no terreno “beneficiaram imensamente” do microclima da zona de Ponta Verde com a descida da temperatura, que era muito elevada durante o dia.

Outra mudança registada e que facilitou os trabalhos está relacionada com a “redução drástica” da forte ventania o que permitiu que alguns focos de incêndio que estavam activos pudessem perder fulgor e ficar numa situação de extinção.

As mudanças registadas quer a nível da temperatura como a nível do vento, facilitou a vida aos bombeiros voluntários e agentes da protecção civil que durante o dia enfrentaram grandes dificuldades.

O presidente da câmara indicou que estes factores diminuíram a capacidade de reacendimento das várias frentes que existiam, sublinhando que o incêndio se deflagrou numa área com muita combustão, constituído por mato e árvores fruteiras de grande porte, que também dificultou todo o trabalho.

“A situação está controlada, graças a intervenção dos bombeiros municipais de São Filipe, Mosteiros e Santa Catarina do Fogo, mas há ainda muita fumarola que poderá indiciar a necessidade de um controlo maior para caso as condições alterarem e a ventania regressar, venha a reacender porque há material propício para que isso aconteça”, disse Nuías Silva.

Com a chegada esta manhã de um grupo de dez bombeiros e 30 militares, a previsão é ter a situação controlada até ao meio-dia e passar para uma segunda fase que é de vigilância activa porque não há condições de acesso dos bombeiros para os focos mais distantes das estradas.

A mesma fonte congratulou-se com o facto de não se ter registado perdas de vidas humanas, observado que algumas habitações foram cercadas pelas chamas, mas a pronta resposta dos bombeiros voluntários, agentes da protecção civil e de populares, permitiu que a chama invertesse o seu ciclo e caminhar em outra direcção.

Ainda assim, nas localidades de Roqueira e Monte Vaca houve pedidos de socorros durante a noite devido ao aproximar das chamas, mas as equipas no terreno controlaram a situação sem a necessidade de retirar pessoas das suas residências.

A situação de incêndios na ilha é recorrente e quase sempre é provocada por agricultores durante os trabalhos de limpeza e preparação dos campos agrícolas para a próxima faina.

Para o presidente da câmara é preciso analisar a situação no seu todo, organizar melhor a política para o meio rural, nomeadamente as questões ligadas práticas agrícolas e limpezas dos campos com recursos a queimadas, sublinhando que cabe às autoridades competentes determinadas as causas e eventuais medidas, defendendo também a questão de formação e sensibilização das comunidades para boas práticas agrícolas para evitar a situação.

O Serviço Nacional de Protecção Civil e Bombeiros, através de um comunicado, referiu que após tomar conhecimento do incêndio, o Governo enviou 40 homens e meios operacionais para ajudar no terreno a combater o incêndio.

O reforço é constituído por 40 homens, sendo 30 militares da 3ª Região Militar e dez bombeiros da ilha de Santiago, e meios operacionais.

JR/AA

Inforpress/Fim

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