Fogo: Deputados e eleitos do MpD exortam câmara e Governo a continuarem a reabilitação de habitações

São Filipe, 10 Set (Inforpress) – Os deputados pelo círculo eleitoral do Fogo e os eleitos municipais de São Filipe do Movimento para a Democracia (MpD, poder) exortaram hoje câmara e Governo a continuarem com a execução do programa de reabilitação de habitações.

Em conferência de imprensa, o deputado Filipe Santos, em nome dos demais, disse que o objectivo da comunicação é o de “pedir e alertar Governo e câmara de São Filipe a continuarem a executar programa de reabilitação de habitação em curso neste momento”.

Segundo o mesmo, trata-se de um programa que se iniciou em 2016 e que deve continuar, “evitando chantagem da oposição”, já que o programa tem um financiamento garantido e nas diversas localidades de São Filipe, no dizer de Filipe Santos, constata-se que há “centenas de habitações sociais” em situações precárias, “pondo em risco a saúde e a própria vida das pessoas.

Por esta razão, explicou, o programa em execução deve continuar, mesmo estando-se em período eleitoral, sublinhando que o MpD é contra a “política de assistencialismo” e que “prima pela política para ajudar famílias na reabilitação habitação social”.

Questionado do porque da não execução do programa ao longo dos quatro anos, Filipe Santos indicou que a câmara, juntamente com o Governo, tem estado a trabalhar na reabilitação de casas desde 2016 e que cerca de 400 habitações sociais foram reabilitadas ou estão em obras e que a câmara e o Governo “não podem deixar de funcionar”.

Filipe Santos observou que a actual câmara recebeu uma herança da governação anterior de “milhares de casas em situação precária” já que, segundo o mesmo, de 2011 a 2016 “não foi reabilitada/construída uma única habitação social”, apontando como exemplo a construção de Casa para Todos em Cobom e Xaguate que “continuam como pardieiros”.

O deputado disse ainda que nos últimos quatro anos a governação local não conseguiu diligenciar para a conclusão das referidas moradias porque existe um processo em curso no tribunal entre o empreiteiro e o Estado, e que se aguarda pela decisão do tribunal para retoma das obras, visando a sua conclusão.

Confrontando com o número de reabilitação prometida há quatro anos, Filipe Santos afirmou que “é impossível resolver os problemas em três anos e meio”, reconhecendo que “falta muito por fazer” neste sector, mas que com mais um mandato “grande parte de pobreza e habitação social será resolvida”.

JR/AA

Inforpress/Fim

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