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Fogo: Deputado do PAICV defende implementação de plano nacional de resiliência para sector agropecuário

São Filipe, 15 Jan (Inforpress) – O deputado do PAICV (oposição) para a ilha do Fogo, Luís Pires, defendeu hoje a industrialização das actividades ligadas ao campo através da elaboração e implementação de um plano nacional de resiliência para o sector agropecuário.

Em conferência de imprensa no final de uma visita que efectuou ao círculo na companhia do deputado do PAICV pelas Américas, Luís Pires indicou que o “empoderamento do mundo rural, descapitalizado e martirizado nestes últimos anos” defende, à semelhança dos criadores, a industrialização das actividades do campo.

“É dramática a situação descrita por alguns representantes dos criadores com o aumento generalizado do preço do milho e da ração”, disse Luís Pires, indicando que não se entende, por exemplo, que a ração para bovino e caprino tenha aumentado quase 800 escudos em cada saco de 50 quilogramas, para suíno em 600 escudos, para aves em 500 escudos.

Luís Pires indicou ainda que o milho para além de escasso, tenha ficado assim tão caro nos últimos 20 dias, aumentando de 1.874 para 2.400 escudos, sublinhando que “mais grave ainda é que, por estes dias, simplesmente não há milho”.

“Os criadores não entendem o silêncio e a insensibilidade do Governo perante a gravidade desta situação, pondo em risco o futuro da pecuária e a sustentabilidade de inúmeras famílias que vivem quase exclusivamente da criação de animais”, afirmou o parlamentar do PAICV.

O deputado disse que o Governo sabia, desde o mês de Agosto, que o pasto era quase nulo em toda a ilha e que em Dezembro, o mesmo, antevendo problemas, denunciou no Parlamento a rotura do milho, da ração e de vários produtos, assim como a falta de barcos na ligação entre as ilhas do Fogo, Brava e Santiago.

Por outro lado, o deputado indicou que os criadores queixam-se que os vale-cheques continuam a “não valer nada e que não são aceites na compra de ração porque o Governo está em dívida com os revendedores”, sublinhando que, enquanto isso, assiste-se a uma constante venda de animais ao desbarato, mas também a diminuição e aumento dos produtos no mercado.

No encontro dos dois parlamentares com as câmaras municipais e a delegação do Ministério da Agricultura e Ambisnte foram informados de que não obstante as relações serem boas, falta uma maior articulação para evitar a sobreposição de acções e a ideia de alguma discriminação.

“Para os agricultores e criadores, Mosteiros reclama, com razão, o facto de pela segunda vez, em três anos, ter ficado de fora do programa de mitigação do mau ano agrícola, deixando o município com grande deficit de emprego publico”, referiu Luís Pires.

Com relação ao município de Santa Catarina do Fogo considerou justo o contrato assinado com a câmara em mais de 6.200 contos, mas quanto ao município de São Filipe, o “sentimento é de alguma injustiça”.

“Nem a câmara nem os munícipes entendem a razão porque São Filipe tem que receber 4.900 contos para o programa de mitigação, enquanto a câmara anterior teria recebido, em 2020, cerca de 12 mil contos”, destacou o deputado que se mostrou satisfeito com o esforço da autarquia na implementação do seu programa de mitigação e, por isso, deveria merecer alguma recompensa.

JR/CP

Inforpress/Fim

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