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Fogo: Deputada do PAICV exige que Governo resolva problema de Chã “de forma séria”

 

São Filipe, 16 Jun (Inforpress) – A deputada do PAICV (Oposição) para o círculo eleitoral do Fogo Eva Ortet disse que o seu partido exige que o Governo resolva o problema de Chã das Caldeiras de forma séria e não “chapa-chapa” como tem estado acontecer.

Eva Ortet que terminou esta sexta-feira, 16, uma visita ao seu círculo, com objectivo de preparar o debate para sessão de mês de Julho sobre o Estado de Nação, disse que a ilha “não teve nada de novo neste pouco mais de um ano da governação do MpD”.

Adiantou que os projectos em curso neste momento são aqueles herdados do Governo anterior e os demais estão em “banho-maria” e que em alguns casos registou-se algum retrocesso.

A parlamentar, que disse ter auscultado a população para saber o seu estado, afirmou que tudo continua na mesma, sublinhando que há “mais desemprego, famílias a queixarem-se de propina, economia parada no tempo” devido ao “problema gritante de extracção de inertes (areia) e sem uma perspectiva para encontrar uma saída, problema de Chã das Caldeiras que continua na mesma situação e com algum retrocesso.

Eva Ortet, que visitou Chã das Caldeiras, acrescentou que a população continua a construir, porque parte das pessoas que estavam em casas arrendadas receberam informação que têm de deixar as casas, sobretudo aquelas que construíram pequenas casas na Caldeira, apesar de não serem condignas para deixarem de ter habitações.

Segundo a parlamentar, pessoas já aperceberam que não têm direito a casas porque não há assentamento, mas apenas a construção de 40 pessoas para as pessoas que ainda não construíram nenhum espaço.

Além da construção de casas e porque neste momento há uma crise enorme de água, a maior parte das pessoas estão também a construir cisternas familiares para armazenamento de água das chuvas, defendendo que já é altura do Governo resolver, de “forma séria”, os problemas de Chã das Caldeiras e acabar com o modelo “chapa-chapa”.

Pelas informações recolhidas juntos dos viticultores, Eva Ortet disse que a adega provisória não terá capacidade para receber toda a matéria-prima (uva) já que a perspectiva de produção, no dizer dos viticultores, é de longe superior ao de ano de 2014, indicando que desde 2015 que se tem registado uma redução significa na produção.

Segundo a deputada, a população continua à espera das actividades geradoras de rendimento e da disponibilização de uma verba de 200 contos por família, prometida para finais de Abril para esta iniciativa, mas que ainda não aconteceu.

Eva Ortet recordou que as famílias com casas em Monte Grande continuam à espera dos quartos suplementares, assim como de arruamentos, da ligação domiciliária da electricidade e de água, em algumas moradias.

“Há famílias em situação de desespero e sente-se que a situação não está bem em Chã das Caldeiras e na ilha do Fogo, em geral”, disse a deputada, observando que “o sentimento é de que há falta de emprego, não há apoios, em todos os sectores, e todas as promessas ficaram por conversa, e que as pessoas que antes falavam agora não dão a cara, não visitam as pessoas porque a situação não está boa”.

Para a deputada, desde Março de 2016, a ilha do Fogo não viu nada de novo, antes pelo contrário, “houve retrocesso em alguns sectores como a saúde, com destaque para o processo transferência de doentes, atendimento, abastecimento de água e apoio a agricultores”.

JR/JMV

Inforpress/Fim

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