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Fogo: CVCV disponibiliza cerca de quatro mil contos a 38 famílias de Chã das Caldeiras

São Filipe, 26 Out (Inforpress) – A Cruz Vermelha de Cabo Verde (CVCV) disponibilizou 3.800 contos a 38 famílias de Chã das Caldeiras, referente a segunda tranche do financiamento para implementar actividades geradoras de rendimento.

A primeira tranche, disponibilizada em Janeiro de 2017, foi no montante de 150 mil contos e os responsáveis locais chegaram a admitir que a segunda seria no mesmo valor, mas a Cruz Vermelha optou pelo financiamento de 100 contos a cada uma das 38 famílias, já que duas beneficiadas na primeira fase foram excluídas por incumprimento dos requisitos pré-estabelecidos.

A disponibilização simbólica do financiamento ocorreu na localidade de Chã das Caldeiras, mas contrariamente a primeira fase, a CVCV optou por nova modalidade, através de transferência bancária com recurso ao cartão vinti4.

Na ocasião o presidente da CVCV, Arlindo Soares de Carvalho, afirmou tratar-se de um projecto suportado pela instituição que dirige com o propósito de apoiar a comunidade de Chã das Caldeiras no seu esforço de resiliência e integração, explicando que a Cruz Vermelha entendeu introduzir algumas novidades implicando a câmara, uma instituição bancária, o Instituto de Emprego e Formação Profissional e as estruturas locais da CVCV de São Filipe e dos Mosteiros.

“Com esta intervenção queremos ajudar as pessoas a melhor gerirem os seus parcos recursos e ao mesmo tempo proporcionar uma efectiva resiliência da comunidade”, disse Alindo Soares de carvalho, para quem este projecto veio num contexto especifico em que se está a viver o terceiro mau ano agrícola e com consequências directa nesta comunidade.

Segundo o mesmo a CVCV quer contextualizar e mobilizar sinergias para potenciar as habilidades, qualidades e potencialidades da comunidade e das pessoas, voltando a anunciar que esta instituição tem mais três projectos para a ilha do Fogo cuja execução começa no próximo ano.

Com a nova modalidade, transferência monetária, as pessoas vão poder movimentar o seu dinheiro através de cartão vinti4, mas sempre seguido pelas estruturas locais e por uma equipa técnica de acompanhamento, observando que o montante disponibilizado a cada família é de 100 mil escudos, mas haverá uma nova fase, dependendo da utilização do valor atribuído às famílias.

A CVCV não quer abandonar a comunidade de Chã das Caldeiras e independentemente dos montantes, a instituição vai desenvolver mais acções e mais projectos para esta comunidade, quer em matéria de resiliência como de prevenção, já que trata-se de uma comunidade que vem disponibilizando muitos produtos para o mercado nacional e participa no desenvolvimento de Cabo Verde e a CVCV quer dar a sua contribuição, disse.

Baseando no relatório do primeiro financiamento, Arlindo Soares de Carvalho indica que as pessoas fizeram bom uso do seu dinheiro pese embora com algumas dificuldades, nomeadamente falta de uma ferramenta para poder gerir o seu negócio, indicando que as famílias contempladas, através do Instituto de Emprego e Formação Profissional, beneficiaram de uma acção de formação e capacitação em matéria de gestão de pequenos negócios, que é importante para gerir os seus próprios negócios.

Durante o acto varias famílias contempladas admitiram que o novo financiamento vai permitir reforçar o investimento inicial, na sua maioria nos sectores do turismo e do comercio, domínios que Chã tem um grande potencial, agradecendo por isso a Cruz Vermelha de Cabo Verde.

O financiamento foi angariado pela Cruz Vermelha de Cabo Verde, no âmbito da campanha realizada para apoiar os afectados da erupção vulcânica de 2014/2015, a nível nacional e internacional, tendo arrecadou cerca de 30 mil contos.

JR/AA

Inforpress/Fim

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