Search
Generic filters
Filter by Categories
Ambiente
Cooperação
Cultura
Economia
Internacional
Desporto
Politica
Sociedade

Fogo: Criação de sistema de apoio e de centros de unificação são algumas sugestões de estudo na área agropecuária

São Filipe, 31 Jul (Inforpress) – A criação de um sistema de apoio a decisão que permita definir os custos de produção e promover a quantidade é uma das sugestões do estudo “Desenvolvimento da economia agrícola e pecuária da ilha do Fogo”, socializado hoje.

A criação do sistema de apoio faz parte da definição da política de unificação do mercado que prevê também a criação de centros de unificação mais próximos dos agricultores e criadores de gado, tudo no sentido de redução de custos, explicou António Fernandes, promotor do projecto “Visão do Futuro”, indicando que se não for possível criar os centros através de parcerias públicas será realizada, possivelmente, com parceiros privados.

Essas medidas, defendeu, estão relacionadas com a economia agrícola que, no dizer do mesmo, não deve ser confundida com a simples poupança, mas que passa pelo investimento e apoio por parte de quem tem responsabilidade nesta área, destacando que o sector intermédio não tem estado a funcionar e que a atenção dos governantes, locais e central, não dá satisfação às pessoas que trabalham nestes sectores de actividades.

Ao apresentar o estudo “Desenvolvimento da economia agrícola e pecuária da ilha do Fogo”, António Fernandes indicou que se trata do resultado de actividades realizadas no terreno com envolvimento dos principais actores, reconhecendo que se trata de questões, de alguma forma, polémicas, sublinhando que os agricultores continuam com uma vida aflita e existem responsáveis por detrás disso.

A mesma fonte indicou que a sua empresa já gastou milhares de contos para realizar um estudo ao longo de nove anos em actividades em prol do desenvolvimento da economia agrícola da ilha do Fogo e para ter impacto nacional, observando que dada a importância das actividades realizadas esperava uma maior atenção de governantes, locais e central, que têm a obrigação de criar emprego e as condições de sustentabilidade e garantia e não da empresa cujo objectivo é o lucro.

Uma das actividades realizadas foi a recolha de leite para produção de queijo de modo a reduzir o tempo do trabalho do criador, isto tendo em conta que a produção de queijo tem margem de ganho muito pouco.

António Fernandes entende que as medidas devem ter impacto no futuro, não apenas monetário, mas também educacional e na própria luta contra a pobreza, o que, a seu ver, deve passar pela educação da sociedade, o que não passa necessariamente para o regresso dos agricultores e criadores às escolas, mas mostrar-lhes o que foi paradigma da geração anterior, o que estão a viver agora e o que desejam para o futuro.

“Temos a responsabilidade de apoiá-los para conseguirem os seus objectivos. Não podemos continuar a apostar em dar esmolas, mas na educação de pessoas para que trabalhem para as suas vidas”, disse o promotor do estudo, observando que é necessário rentabilizar as potencialidades dos investimentos do Estado e usar os recursos existentes, mas também ganhar consciência do poder que os agricultores e criadores têm e desmistificar de que a imagem que os governos passam de que podem tudo não corresponde de todo a verdade.

A apresentação do resultado do estudo é para demonstrar como se pode desenvolver os municípios da ilha do Fogo, tendo como espinha dorsal os sectores da agricultura, pecuária e a pesca, assim como promovendo emprego e dignificando as profissões ligadas a estes sectores de actividades.

JR/ZS

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos