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Fogo: Construção de Cabo Verde não é empreitada de um grupo de pessoas – Vice-primeiro-ministro

São Filipe, 08 Fev (Inforpress) – A construção de Cabo Verde não pode ser empreitada de um grupo de pessoas, mas todos contam neste processo e ninguém é mais importante do que o outro, disse hoje o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças Olavo Correia.

Este que presidia ao encerramento do encontro com os operadores económicos da ilha do Fogo, promovido pelo Ministério da Economia Marítima, disse que o serviço que se está a criar é para servir as pessoas, os empresários e as instituições, observando que existe um contrato para prestação de um serviço de qualidade e que o Governo tem a responsabilidade de criar as condições para existir um alinhamento para construir soluções.

“Um problema que não foi resolvido em mais de 45 anos, não pode ser resolvido num único dia”, disse Olavo Correia, indicando que as coisas já começaram a melhorar, e a partir de Março, está previsto o aumento da capacidade de oferta de frequências, sendo que a solução definitiva está programada para final do ano, altura em que a linha Brava/Fogo/Santiago passará a contar com uma das duas embarcações que devem chegar, além da resolução dos demais problemas incluindo o tarifário que vai ser revisto e cujo objectivo é baixar o máximo possível.

Para o governante, é preciso criar um espaço de diálogo permanente, mas também é necessário que haja humildade e ter espírito de parceria, assim como condições para que os compromissos assumidos sejam cumpridos, adiantando que é indispensável ser racional na política de investimentos públicos.

Dirigindo-se aos poucos operadores económicos presentes no encontro e sobretudo do município de São Filipe, o governante avançou que é preciso dar aos empresários as condições para competir com qualquer outro empresário no mercado em igualdade de oportunidades.

Quanto à ilha do Fogo, Olavo Correia admitiu que é preciso reforçar o espírito empresarial, observando que o Governo disponibiliza todos os incentivos aos mesmos, porque, “Fogo tem potencial nos mais diversos domínios de actividades económicas e todos os requisitos para ser uma ilha desenvolvida”, deixando claro que é fundamental melhorar as condições de transportes aéreos e marítimos.

Por outro lado, disse que o Estado deve continuar a investir na ilha, melhorar os transportes aéreos e marítimos, criar as condições para promover o sector privado, criar melhores condições de logísticas de distribuição para o sector agrícola e atrair o investimento da diáspora, indicando que tem “enorme confiança” na ilha e que a linha Fogo/Brava/Santiago tem um grande futuro.

O mau serviço prestado pela CVInteilhas, o valor exagerado exigido para transporte das viaturas, a falta de condições no gare marítimo, a desorganização no espaço do porto, a falta de condições para navios de longo curso, o custo do transporte de um contentor de Praia para Fogo ser maior do que o percurso de estrangeiro até o porto da Praia, a perda da competitividade e da população por falta de investimentos em infra-estruturas, construção de porto alternativos para o futuro, deficiente ligação com outras ilhas, foram as muitas questões colocadas pelos operadores.

O presidente do conselho de administração da Enapor, Jorge Maurício, presente no encontro, além de apresentar a situação actual indicou alguns projectos como a construção de um novo armazém de pequenas encomendas, em curso e orçamentado em 55 mil contos, que vai permitir o levantamento das encomendas em tempo record, a construção de parque de estacionamento de viaturas com espaços para as viaturas a serem transportadas, oficinas e abrigo das máquinas, subconcessão de cais de pesca, sendo que os investimentos realizados nos últimos anos ronda os 174 mil contos.

Com relação ao porto de Vale dos Cavaleiros constituído por três molhos de cais comercial, duas rampas e um cais de pesca, poderá não servir no futuro próximo e por isso, a direcção da Enapor vai realizar um estudo para um porto alternativo para a ilha do Fogo, além de intervenções para a melhoria no sistema de gare, resolvendo o problema de desorganização que se assiste na chegada e partida dos barcos de passageiros.

Já o presidente do conselho da administração da CVInterilhas, Gonçalo Delgado, reconheceu que ainda existe algum deficit quanto ao transporte de cargas, indicando que a solução para a ilha do Fogo passa, em termos de passageiros pela operacionalização e adequação da situação actual, aumentar e melhorar a rede de agências de venda e melhorar a intermodalidade de transportes aéreo e marítimo para a região Fogo e Brava.

Já para a questão da carga a solução passa pela replicação do modelo de consolidação de carga à semelhança do que foi feito na Praia, através da criação de um armazém para recepção e expedição de cargas, melhorar a capacidade de transporte de carga para o Fogo através de aumento de oferta de transporte.

Gonçalo Delgado disse que no quadro do plano de acção visando melhorar a capacidade de carga para a ilha, já a partir de Março e com frequência semanal, o navio Chiquinho, que vai ser baptizado no dia 16 de Fevereiro e que deverá começar a operar até final do mês na linha S. Vicente/Santo Antão, fará uma deslocação à ilha do Fogo, aumentando a capacidade de carga entre os 200 a 500 toneladas, para além de outros serviços que serão melhorados.

O presidente do conselho de administração da CVInterilhas, Gonçalo Delgado, disse ter auscultado todas as questões colocadas pelos operadores, tendo respondido a algumas, mas prometeu analisar outras e dar a devida solução, lembrando que este encontro era precisamente para ouvir as preocupações dos operadores e sugestões para melhorar o serviço prestado.

JR/ZS

Inforpress/Fim

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