Fogo: Casas das bandeiras mobiliza equipamentos de oftalmologia junto de Moave para hospital regional

São Filipe, 27 Abr (Inforpress) – A Casa das Bandeiras, em São Filipe, mobilizou junto da “Moave – Moagem de Cabo Verde” um conjunto de equipamentos de oftalmologia para o hospital regional São Francisco de Assis, avaliado em dois mil contos.

O anuncio da mobilização dos equipamentos, no quadro da cooperação com instituições nacionais e internacionais, foi feito pelo administrador da Casa das Bandeiras, Henrique Pires, à margem do encontro realizado hoje, para eleição dos órgãos dirigentes da Associação do Fogo da Luta Contra Cancro (AFLCC), que decorreu nas instalações da Casa das Bandeiras.

Disse que os equipamentos já foram encomendados mediante uma listagem disponibilizada pela direcção do hospital, observando que como uma delegação da Moave, um dos mais novos parceiros da Casa das Bandeiras, não conseguiu disponibilidade de lugares nos voos para São Filipe neste período de festas, agendou para o dia 07 de Maio uma deslocação ao Fogo para visitar a Casa das Bandeiras e o próprio hospital regional onde será colocada uma placa com referência à doação.

Esta é, no dizer de Henrique Pires, uma das primeiras parcerias com esta instituição, esperando que se perdure no tempo.

Fez saber que a mobilização desta parceria se enquadra nas actividades de promoção de saúde que a Casa das Bandeiras tem efectuado ao longo dos anos, não só com disponibilização de equipamentos e materiais, mas sobretudo com a vinda de médicos especializados para consultas descentralizadas nas ilhas do Fogo e Brava.

O director do hospital regional “São Francisco de Assis”, Evandro Monteiro, disse que os materiais encomendados no quadro desse apoio da Moave são constituídos por equipamentos fixos e portáteis, suficiente para instalar um serviço de oftalmologia.

Observou que os mesmos permitem não só a melhoria da prestação do serviço nessa área no próprio estabelecimento hospitalar como também a realização de consultas ambulatoriais nos centros de saúde da região sanitária Fogo/Brava.

Classificou de “extraordinária as actividades da Casa das Bandeiras” no sector da saúde, esperando que a mesma possa continuar a desenvolver acções semelhantes no futuro a bem da saúde de todos quantos residem nesta ilha.

Na ocasião o director do hospital disse que existe uma ideia que está sendo socializada visando a criação neste estabelecimento hospitalar de um “centro moderno de trauma” de referência nacional, observando que a ideia já foi discutida com parceiros estratégicos para apoiar o hospital na realização deste sonho.

Segundo este responsável, alguns consultores avançaram que há condições para a criação deste centro de trauma de referência, mas adianta que isso implica ter equipas e recursos humanos qualificados em áreas como ATLS (Advanced Trauma Life Support for Doctors) e ACLS (Advanced Cardiovascular Life Suppor – Suporte Avançado de Vida em Cardiologia).

Por outro lado, Evandro Monteiro indicou que nos últimos dias o hospital recebeu um grupo de médicos amigos que estão a dar consulta e ajudar a estrutura a montar um bom serviço de otorrino, acrescentando que à semelhança desta equipa outra de cardiologia tem também apoiado o hospital regional.

Segundo o médico-cirurgião, não é a primeira vez que estão aqui a apoiar nessa área e querem, no futuro, ajudar o hospital a estabelecer parcerias estratégicas com os hospitais universitários do país de origem, acreditando que são especialistas com experiência vasta na área de actuação e são sempre uma mais-valia para o hospital, que deve ter a sensibilidade para saber aproveitar estas valências e desenvolver actividades médicas.

Na área de otorrinolaringologia, em específico, o director do hospital e da região sanitária destacou uma iniciativa do Ministério de Saúde para com determinadas áreas de especialidade que não existem em determinadas regiões sanitárias.

O hospital, segundo Evandro Monteiro, tem na área de otorrino um serviço bem equipado com doação de equipamentos por parte de especialistas que apoiaram o hospital, mas não tem especialistas que prestam serviço continuado o que levou a aproximar-se do Ministério da Saúde e das estruturas centrais, indicando que a resposta é favorável.

Assim, afirma, em meados de Maio, o hospital através da organização com as estruturas centrais, recebe a visita de uma equipa de especialistas do hospital Agostinho Neto, constituída por um otorrino, um anestesista e uma fonoaudióloga, sendo que esta última por ser a primeira vez vai fazer uma triagem de pacientes através de consultas alargadas a todas as pessoas que têm necessidade.

O director do hospital defende que uma equipa nacional poderá depois deslocar-se com periodicidade necessária, tendo em conta as demandas próprias para resolver “in loco” os problemas ligados a esta especialidade.

JR

Inforpress/Fim

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