Fogo: Câmara quer devolver formato e estatuto iniciais à praça do Presídio – presidente

São Filipe, 23 Fev (Inforpress) – A Câmara Municipal de São Filipe vai trabalhar no sentido de devolver à praça do Presídio, principal palco das actividades culturais das festividades da bandeira de São Filipe, o seu formato e estatutos iniciais.

A praça do Presídio, localizada sobre a falésia que da para Fonte Vila, começou por um simples muro de contenção das enxurradas e da erosão provocada pelas mesmas, mandada construir pela câmara em 1913/1915.

O nome deriva da prisão (presídio) que existia por perto com uma pequena torre feita de madeira e pedra, que ardeu completamente em 1949, em circunstâncias não muito bem explicadas.

Este incidente deu mote para que a câmara iniciasse um conjunto de obras que beneficiaram e embelezaram a zona.

Há menos de duas décadas, o então presidente da câmara de São Filipe Eugénio Veiga mandou ampliar a praça do lado da falésia e, na parte mais a norte, construiu um palco de betão armado e espaço para recepção de artistas na parte subterrânea, além de colocação de protecção metálica a base de rede.

Os dois presidentes que sucederam Eugénio Veiga, Luís Pires e Jorge Nogueira, apesar de prometeram devolver a praça ao seu formato original, tal nunca chegou a acontecer.

O actual presidente da câmara, Nuías Silva, informou que a autarquia vai elaborar um plano para ajudar na recuperação dos sobrados, monumentos e sítios, e devolvê-los à realidade anterior, indicando que em relação ao Presídio a ideia é trabalhar e devolver o seu formato e estatuto iniciais.

Por isso, no quadro da requalificação do centro histórico em curso neste momento, a praça do Presídio não terá asfalto, mas sim calçada a base de pedra basáltica, sublinhando que a câmara vai proibir a alteração no centro histórico que põe em causa a preservação integral.

Com relação ao largo de Alto São Pedro, a proposta é para a sua transformação numa zona pedonal com calçada de pedra basáltica na estrada e pavês nos passeios por se tratar de uma zona que delimita a de preservação integral.

Igualmente promete demolir as construções físicas construídas recentemente no referido largo, salientando que a autarquia pretende que haja coabitação daquilo que é histórico e com alto valor patrimonial, cultural e histórico, e a ambição daquilo que é uma cidade moderna, atractiva para os munícipes e para os turistas, investidores e outros.

JR/AA

Inforpress/Fim

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