Search
Generic filters
Exact matches only
Search in title
Search in content
Search in excerpt
Filter by Categories
Politica
Desporto
Economia
Sociedade
Ambiente
Cooperação
Cultura
Internacional
Destaques
Eleições

Fogo: Câmara propõe que um quarto da área da requalificação do centro histórico seja asfaltado

São Filipe, 30 Jan (Inforpress) – A câmara de São Filipe propõe que um quarto do total da área da requalificação do centro histórico da cidade de São Filipe seja asfaltado e não em calçada em paralelo basáltico.

A proposta da câmara, que vai ser analisada, já que representa um diferencial de custos na ordem dos 20 mil contos, prevê que toda a avenida Amílcar Cabral, desde o largo de Enacol até a praça do Presídio, passando à frente da Casa das Bandeiras, subindo depois pela rua de Las Vegas, pracinha Rodrigo e rua traseira da escola central seja asfaltada, representando uma área de aproximadamente 10 mil metros quadrados, um quarto dos 40 mil metros quadrados, seja requalificada.

Além do diferencial de 20 mil contos, há um outro problema a ser ultrapassado, já que o Instituto de Património Cultural (IPC) emitiu um parecer desfavorável para a colocação de asfalto nestas áreas.

Questionado sobre esta situação, o primeiro-ministro, José Ulisses Correia e Silva, disse que as partes vão encontrar uma solução em relação à compatibilização do trabalho que tem de ser feito com a preservação do centro histórico, mas também em relação à parte do diferencial do financiamento.

“O importante é que São Filipe fique bem requalificado, com qualidade e que possa aumentar o valor patrimonial do centro histórico”, disse.

A ministra das Infra-estruturas, Ordenamento do Território e Habitação, Eunice Silva, confirmou que o seu ministério recebeu, na semana passada, a proposta da câmara que prevê a colocação de pavês nos passeios das zonas a serem asfaltadas, como a que prevê a introdução de asfalto numa parte das áreas da requalificação do centro histórico à base de calçada com paralelos basálticos.

“Acordamos com a câmara de que, juntamente com o empreiteiro, deveria reanalisar o projecto tentando acatar os pedidos das famílias por onde passa a estrada e trabalhar com o empreiteiro”, disse a titular da pasta das Infra-estruturas, sublinhando que o Governo está condicionado com os recursos e que em havendo introdução de intervenção, a mesma deveria ser comportada nos custos do contrato.

Como a proposta levou algum tempo, o empreiteiro já retomou a obra na parte que tinha sido suspensa, já que a obra, no seu todo, não parou e a parte que ficou suspensa até a decisão e concertação com a câmara já foi retomada.

Com relação a asfaltagem de parte da área a ser requalificada á base de calçada, Eunice Silva indicou que as partes vão discutir e se o pedido da câmara não é enquadrável dentro do contrato celebrado com a empresa será necessário negociar.

A governante indicou que se está a implementar um projecto acordado com a câmara anterior e com o Instituto de Património Cultural (IPC) e que se esta câmara tem alterações a fazer, o governo está aberto à introdução de intervenções com a condição de que não venha a pedir mais dinheiro.

O presidente da câmara de São Filipe, Nuias Silva, disse que recebeu uma importante delegação do Governo e que já iniciou o processo de diálogo com o primeiro-ministro que, segundo o mesmo, demonstrou total abertura para enquadrar as melhorias que o projecto impuser.

Segundo o mesmo, o que se pretende é que a cidade e o município ganhem com os dois projectos e que vão ao encontro às reais expectativas dos sanfilipenses e dos foguenses.

“Há esta plataforma de entendimento e temos a disponibilidade e abertura do governo, não só para analisar as propostas que fizemos, mas também encontrar soluções e enquadramento financeiro para esta obra de forma que quer o Governo, a câmara e os sanfilipenses entendam que é mais útil para a nova dinâmica e transformação”, disse o autarca.

A proposta da câmara, no dizer do mesmo, é uma solução mista que enquadra a valorização do centro histórico com a sua identidade patrimonial e que perspectiva o futuro da cidade que tem as suas particularidades.

O que se pretende, explicou, é ter uma cidade competitiva, atractiva para investimento e pela qualidade de vida aos seus munícipes e pessoas que a visitam, sublinhando que “há este alinhamento, um claro entendimento e há a disponibilidade e abertura para trabalhar numa parceria frutífera entre o Governo e a câmara e o resultado é São Filipe e a ilha do Fogo que sairá a ganhar”.

JR/JMV

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos