Fogo: Câmara prevê deslocalizar lixeira em menos de três meses se receber a não objecção da DNA

São Filipe, 20 Mai (Inforpress) – A câmara de São Filipe prevê fazer a deslocalização da lixeira municipal em menos de três meses, assim que obtiver a não objecção da Direcção Nacional do Ambiente (DNA) e da Agência Nacional de Águas e Saneamento (ANAS).

O presidente da câmara, Nuías Silva, disse que se não fosse o problema com a ANAS o processo poderia estar muito avançado, lembrando que esta instituição transferiu para a câmara cessante seis mil contos para a deslocalizar a lixeira, mas “não foi utilizado, e nem justificado”.

“Estamos a negociar com ANAS a transferência do remanescente, no valor de 14 mil contos, para resolver o problema”, disse Nuías Silva, para quem o município “está a sofrer o problema da má gestão da câmara cessante na utilização de recursos públicos”, já que os seis mil contos, segundo o mesmo, “voaram e não há nenhuma intervenção na lixeira justificável”.

Este disse que a autarquia já identificou o local, perto da localidade de Brandão, negociado o terreno com o proprietário e elaborado o orçamento para a construção do aterro sanitário controlado.

Sublinhou que a nova localização permite “alguma poupança” em relação ao espaço identificado anteriormente, já que só a construção da estrada em terra batida para a opção inicial está orçada em mais de 20 mil contos.

“Aguardamos apenas a não objecção da Direcção Nacional do Ambiente que impuseram antes da selagem da lixeira para avançar” referiu Nuías Silva, lembrando que se trata de uma situação emergencial e que qualquer solução tem menos impacto para o ambiente do que a situação actual, mas mesmo assim a DNA e a ANAS exigiram que a câmara enviasse o processo para efeito de registo da nova localização.

Este indicou que já pediu isenção do estudo de impacto ambiental e está a tentar fechar o processo junto da ANAS, que já solicitou algumas alterações no projecto elaborado.

Não havendo objecção para mudar de uma situação para a outra e assim que for desbloqueada o remanescente, a Câmara estará em condições de selar a lixeira no espaço de menos de três meses, dispondo inclusive de um projecto para transformar actual lixeira numa espécie de “pulmão verde” da cidade.

“A lixeira actual, qualquer Governo, Direcção Nacional do Ambiente ou câmara municipal, vendo a situação e tendo outra localização, decide na hora”, referiu Nuías Silva, lembrando que o espaço escolhido é um dos três locais que a própria agência, através de um estudo, identificou como pontos que podiam receber aterro sanitário controlado.

Este salientou ainda que se está a aproximar-se do período das chuvas e há grande probabilidade de a parte da lixeira desabar praia adentro e o impacto ambiental será maior.

O saneamento, segundo o mesmo, é considerado como prioritário, mas defende a necessidade de trabalhar a dimensão da consciencialização e sensibilização das pessoas para colaborarem na limpeza urbana e periurbana, porque, adiantou, constata que o sítio onde se limpa um dia, no outro está completamente sujo com detritos e outros resíduos que provém, sobretudo das actividades económicas.

“Os operadores têm o dever de colaborar em matéria de saneamento e tratamento do lixo que produz e a câmara tem a sua responsabilidade e tem exercido”, disse o autarca, sublinhando que na área de saneamento é visível a limpeza urbana e a recolha de lixo no interior.

“Ainda estamos muito aquém daquilo que desejamos, mas estamos também muito para além da situação que encontramos”, referiu o presidente da câmara, observando que a situação de animais nas começasse a reduzir, porque, explicou, há um diálogo com os criadores que estão identificados e caso não cumprirem a câmara não terá dificuldades em exercer a sua autoridade.

JR/AA

Inforpress/Fim

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