Fogo: ASA já adjudicou realização do estudo técnico para iluminação do aeródromo de São Filipe – ministro

 

São Filipe, 26 Jun (Inforpress) – O ministro da Economia e Emprego disse hoje, em São Filipe, que a Empresa Nacional de Aeroportos e Segurança Aérea (ASA) já adjudicou a realização de estudos de viabilidade técnica para a iluminação do aeródromo de São Filipe.

José Gonçalves deu esta informação quando presidia a cerimónia de abertura da mesa redonda sobre o “Desenvolvimento do turismo nas ilhas do Fogo e Brava”, que decorre durante todo o dia nas instalações da Casa das Bandeiras.

Segundo o governante, a iluminação do aeródromo é uma iniciativa de um investidor do sector que pretende apostar num turismo de ponta e de alto valor acrescentando, e que, fazer chegar a sua clientela à ilha do Fogo, a iluminação da pista é um factor importante para potenciar esta modalidade de turismo.

José Gonçalves indicou que o projecto para a realização da viabilidade técnica já foi adjudicado e que deverá ficar concluído dentro de três meses, ao que se seguem as conversações para encontrar a melhor forma para configurar a iluminação dessa infra-estrutura aeroportuária.

É que de acordo com o titular da pasta da Economia, foi acordado com o promotor a sua participação no processo, por se tratar de uma parceria público-privada, indicando que, por isso, será materializada em meados de 2018 ou o mais tardar 2019.

A parte privada interessada na iluminação do aeródromo de São Filipe são os investidores que pretendem construir um empreendimento turístico nas proximidades da cidade de São Filipe.

O projecto contempla um hotel de cinco estrelas e SPA, áreas destinadas à produção industrial e transformação de Aloé Vera (babosa), zonas de apartamentos e vilas e ainda zonas destinadas à actividade comercial, de entre outros, ocupando uma área de cerca de 15 hectares de terreno (área equivalente a 15 campos de futebol), adquiridos há alguns meses.

Será executado por fases sendo que na primeira, que consiste na construção de um hotel de cinco estrelas que no final terá 150 quartos, o investimento deverá rondar os 28 milhões de euros (mais de três milhões de contos).

A segunda fase prevê a produção de “aloé vera” e transformação e outros, um investimento de 25 milhões de euros (cerca de 2,7 milhões de contos), enquanto a terceira fase vai incidir sobre imobiliária turística.

Com relação a mesa redonda, José Gonçalves indicou que a finalidade é recolher as valências que cada município tem e que de forma complementar pode potenciar o turismo regional, indicando que a “há complementaridade grande na região, onde cada um dos municípios tem a sua riqueza”.

Na sessão de abertura, quer a ilha Brava como a do Fogo reclamaram uma discriminação positiva para o sector de turismo, que, no dizer de Francisco Tavares e Jorge Nogueira, foram esquecidas durante vários anos, não obstante as suas potencialidades.

Face a essas intervenções, o ministro da Economia e Emprego salientou que o objectivo é ter um turismo que dá passos lentos, mas seguros, que é o turismo rural e da natureza, que deixa muito valor acrescentado a nível local, já que toda a população participa.

Fez saber que além das potencialidades conhecidas, existem outras que não são exploradas como os ilhéus situados entre as duas ilhas e as suas praias, o sector de mergulho, a pesca desportiva, além de complementaridade histórico-cultural existente entre as ilhas do Fogo e Brava.

A mesa redonda sobre “Desenvolvimento do turismo nas ilhas do Fogo e Brava” é patrocinada pelo Governo e conta com as parcerias das câmaras municipais da região, Câmara de Turismo e ONG Cospe.

JR/CP

Inforpress/Fim

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