Fogo: Adega Chã inicia quarta-feira as vindimas, mais cedo do que nos anos anteriores

 

São Filipe, 26 Jun (Inforpress) – A adega Chã, da Associação dos vitivinicultores de Chã das Caldeiras inicia esta quarta-feira as vindimas, com o início da colheitas e transformação da uva em vinho.

Este é o primeiro ano em que a adega Chã inicia o processo de transformação no mês de Junho e, segundo David Gomes Monteiro “Neves”, técnico agrário e responsável da adega, tal se deve a maturação das uvas em alguns pontos de Chã das Caldeiras.

Esta segunda-feira e amanhã, terça-feira, técnicos da adega tem agendado visitas a campos de cultivo de videira, nomeadamente de Montinho e Penedo Rachado para se inteirar do estado da maturação das uvas e poder iniciar o processo de transformação da matéria-prima a partir da quarta-feira, 28 de Junho, nas instalações da adega provisória, situada em Cova Tina, Chã das Caldeiras.

A perspectiva é para uma boa produção e que poderá, inclusive, ultrapassar a de 2014, considerado o ano de maior produção de que há registo, mas a previsão será confirmada após as visitas às parcelas vitícolas em Chã das Caldeiras.

David Gomes Monteiro disse à Inforpress que as condições mínimas estão criadas para se iniciar o processo, tendo em conta que a Associação adquiriu alguns equipamentos e a insuficiência de espaço físico está sendo colmatada com a construção de espaço anexo à adega provisória para colocação de equipamentos que permite executar os trabalhos.

O responsável da adega adiantou que a capacidade da adega provisória, de mais de 100 mil litros, foi aumentada em mais 60 mil litros e por isso a adega espera receber e transformar toda a colheita deste ano que é muito superior ao do ano passado.

Este ano, a adega pretende também reduzir o período de vindimas e evitar o amadurecimento demasiado das uvas, já que a adega dispõe de duas contentores frigoríficos e prevê transformar diariamente entre a 10 a 15 toneladas de uvas, o que pressupõe que as vindimas podem decorrer num máximo de três semanas.

No entanto, os vitivinicultores de Chã das Caldeiras aguardam pelo início da construção da adega definitiva, que será executada por fase, estando disponíveis cerca de 80 mil contos para a construção da primeira fase.

Já a adega cooperativa Sodade, dos vitivinicultores de Achada Grande, Relva e Corvo (Mosteiros), só vai iniciar as vindimas a partir de segunda quinzena de Julho, segundo o presidente da cooperativa, Eduíno Lopes.

A adega de Monte Barro, da vinha Maria Chaves, devido a problema constante de água, a produção este ano é quase nula.

JR/JMV

Inforpress/Fim

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