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Fogo: “A saúde é um produto social e merece do Estado um compromisso” – director nacional da Saúde

São Filipe, 05 Out (Inforpress) – A saúde é um produto social e merece do Estado um compromisso social, mas deve ser também uma responsabilidade de todos, considerou hoje o director nacional da Saúde, no encerramento do encontro internacional sobre os cuidados paliativos.

Em representação do ministro da Saúde, que não se deslocou à ilha por questões logísticas nos voos entre as ilhas de Santiago e Fogo, Artur Correia disse que a saúde é um estado de “completo bem-estar físico, mental e social”, tendo acrescentado o estado espiritual, e não a simples ausência de doenças.

Durante o encontro internacional sobre os cuidados paliativos em Cabo Verde foram abordados e reflectidos temáticas “importantes e pertinentes” para a promoção de uma cultura de cuidados paliativos no país, referiu aquele responsável, sublinhando que tal exige a participação activa do Estado, entendido como Governo, municípios e de todo o sistema de Segurança Social, assim como dos sectores sociais, nomeadamente as ONG e organizações comunitárias, que têm uma resposta e participação activa no processo de promoção de cuidados paliativos.

Artur Correia disse que falar de cuidados paliativos é falar da humanização, da dignidade da pessoa humana e da vida, dos cuidados clínicos de qualidade, do psicio-social e espiritual e de viver e morrer com dignidade, observando que é preciso uma colaboração numa perspectiva intersectorial e pluridisciplinar.

O presidente da Câmara Municipal de São Filipe, Jorge Nogueira, por seu lado, agradeceu a Associação de Solidariedade e Desenvolvimento (ASDE), entidade organizadora do evento, e seus parceiros internacionais, pela implementação de projectos sociais e económicos “que cada vez mais floresce” no país e na ilha do Fogo, em particular.

Jorge Nogueira fez a listagem de “projectos grandiosos e importantes” implementados pela ASDE e reconhecido por todos, que têm melhorado a vida das famílias, observando que a construção do centro de cuidados paliativos é mais um projecto que poderia levar mais alguns anos, se fossem os poderes públicos a implementá-lo e materializa-lo.

Com relação ao encontro, este disse que veio em momento oportuno porque os participantes saíram “mais informados e com mais certezas”, mas “muito mais sensibilizados” para poder acrescentar um pouco mais para que esse projecto possa alcançar os seus objectivos.

“É uma honra ter um centro de cuidado paliativos em Cabo Verde e na ilha do Fogo, que pela sua grandiosidade será um complemento importante para os serviços de saúde”, afirmou Jorge Nogueira na sessão de encerramento, observando que este é um tema desconhecido do grande publico.

O fundador da ASDE e promotor da construção do primeiro centro de cuidados paliativos em Cabo Verde, padre Ottavio Fasano, disse, por seu lado, que hoje é um dia “cheio de esperança” e representa “uma pedra fundamental” para um futuro dos doentes em fase terminal, tendo agradecido aos profissionais de saúde de Cabo Verde e de Itália envolvidos no projecto.

A administradora geral da ASDE, Maria Graça, disse que os objectivos estipulados com a realização do encontro foram cumpridos, sublinhando que a meta era ter uma participação de 80 pessoas e conseguiu-se 72, e que todos os oradores previstos participaram do encontro que contou ainda com a presença de altas entidades nacionais e responsáveis de instituições de Saúde.

Com relação a necessidade de formação, um dos aspectos focados no encontro, Maria Graça disse que hoje os responsáveis da ASDE teve hoje um encontro com a director do planeamento e orçamento do Ministério da Saúde para equacionar este aspecto e que a ASDE com apoio da Fundação FARO vai fazer as formações, em articulação com a Universidade de Cabo Verde, que vai ser contactada para ser inserida neste dialogo, e com a Universidade Única.

Depois do encerramento, os participantes visitaram o lar de idoso Madre Tereza de Calcutá, as instalações do hospital regional São Francisco de Assis e as obras da construção do centro de cuidados paliativos “Nossa Senhora da Encarnação”, o primeiro centro de Cabo Verde da África Ocidental.

JR/AA

Inforpress/Fim

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