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FMI pede mais “esclarecimentos” em investigação sobre a diretora da instituição

Washington, 09 Out (Inforpress) – O Conselho Executivo do Fundo Monetário Internacional (FMI) solicitou “esclarecimentos” na investigação sobre a diretora executiva da organização, Kristalina Georgieva, que foi acusada de fazer pressão para melhorar dados sobre China, enquanto foi diretora geral do Banco Mundial.

“O conselho executivo continua empenhado numa revisão completa, objetiva e oportuna. Embora o conselho tenha feito progressos significativos na sua avaliação, concordou, na reunião de hoje [sexta-feira], em procurar esclarecer mais pormenores com vista a concluir a sua análise do assunto muito em breve”, disse o FMI numa declaração.

A reunião de sexta-feira do conselho executivo do FMI pretendia abordar o assunto após conversações esta semana com o escritório de advogados Wilmer Hale, autor da auditoria que desencadeou a crise, e interrogando a própria Georgieva.

Wilmer Hale disse num relatório divulgado a 16 de setembro que vários altos funcionários do Banco Mundial em 2017, incluindo Georgieva, fizeram pressão a partir da agência “impropriamente” para melhorar a classificação da China no seu relatório regular “Doing Business”.

O objetivo era melhorar a classificação da China, numa altura em que o Banco Mundial (BM) procurava o apoio de Pequim para aumentar o seu capital.

A posição da China no relatório de 2018, publicado em outubro de 2017, deveria ter sido sete lugares mais baixa, em 85.º lugar em vez de permanecer em 78.º, disse a agência numa revisão interna.

Como resultado destas acusações, o BM cancelou a publicação do relatório “Doing Business”, uma das suas publicações mais influentes.

Georgieva, por seu lado, disse numa declaração que discorda “fundamentalmente” das conclusões e interpretações da investigação independente.

O FMI e o BM realizam as suas reuniões anuais na próxima semana, onde ambas as instituições terão de se explicar sobre estas alegações de práticas abusivas que ameaçam prejudicar a sua credibilidade.

Inforpress/Lusa/Fim

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