FMI mantém crescimento de 3,8% em África este ano e 4% em 2023

Washington, 26 Jul (Inforpress) – O Fundo Monetário Internacional (FMI) manteve hoje a previsão de crescimento para a África subsaariana nos 3,8% este ano e 4% em 2023, salientando que as perspetivas por país mantêm-se “inalteradas ou positivas”.

“As perspectivas de evolução dos países no Médio Oriente e Ásia Central e na África subsaariana continuam, em média, inalteradas ou positivas, refletindo os efeitos dos elevados preços dos combustíveis fósseis e dos metais para alguns países exportadores de matérias-primas”, lê-se na atualização do relatório sobre as Perspectivas Económicas Mundiais, hoje divulgado em Washington.

Para as duas maiores economias da África subsaariana, a Nigéria e a África do Sul, o FMI mantém o crescimento da Nigéria em 3,4% este ano e sobe uma décima na estimativa de expansão económica no próximo ano, agora de 3,2%, ao passo que para a África do Sul, a previsão melhora de 1,9% para 2,3% este ano e mantém nos 1,4% para 2023.

Numa actualização muito dominada pelos efeitos da invasão da Ucrânia pela Rússia, o FMI alerta que “os países de baixo rendimento, cujas populações já estavam a passar por uma grave má nutrição e mortalidade em excesso antes da guerra, especialmente na África subsaariana, tiveram um impacto particularmente severo”.

Na altura da divulgação das Perspectivas para a África subsaariana, no final de Abril, o conselheiro do Departamento Africano do FMI Alex Segura disse, em entrevista à Lusa, que o impacto da guerra na Ucrânia era “muito negativo e muito grave em África”, devido às vulnerabilidades já existentes.

“O impacto em África da guerra na Ucrânia é muito negativo, é muito grave, porque os países de baixo rendimento já tinham mecanismos mais limitados para lutar contra a pandemia de covid-19, e tiveram um choque importante, com mecanismos muito menos desenvolvidos do que os países avançados para gerir a pandemia”.

Agora, continuou o conselheiro do departamento africano, “chegam numa situação de grande vulnerabilidade, e a preocupação principal do FMI é o aumento dos preços dos combustíveis e dos produtos alimentares”, algo que se veio a verificar de forma muito significativa desde então.

A Ucrânia e a Rússia são dois dos principais produtores de cereais, nomeadamente trigo, que é a base da alimentação em vários países africanos, nomeadamente do norte do continente.

Inforpress/Lusa

Fim

Facebook
Twitter
  • Galeria de Fotos