Ficase ambiciona criar refeitórios nas escolas para promover mudanças de hábitos alimentares

Assomada, 29 Jan (Inforpress) – O presidente da Fundação Cabo-verdiana de Acção Social Escolar (Ficase), Albertino Fernandes, anunciou hoje que a instituição ambiciona criar refeitórios em todas as escolas do país, visando promover mudanças de hábitos alimentares nos alunos.

O responsável falava à Inforpress, à margem da visita de dois dias, que a ministra da Educação, Maritza Rosabal, efectua ao concelho de Santa Catarina (ilha de Santiago), onde visitou várias escolas para constatar os resultados decorrentes da implementação do novo plano curricular.

“Mais do que um projecto [refeitórios] é uma ambição”, declarou, lembrando que o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) nas cantinas escolares, com o apoio do Programa de Alimentação Mundial (PAM), foi “numa lógica muito assistencialista”, tendo em conta que na altura falava-se de carência alimentar.

“As pessoas, actualmente, têm em outro tipo de necessidade, por isso temos que pensar o PNAE nas cantinas escolares numa outra óptica, ou seja, na criação de hábitos alimentares não só pensando na satisfação de uma carência alimentar das crianças. Temos que educá-las, porque hoje temos o problema da obesidade, das diabetes e do cancro, que já está comprovado que são derivados de maus hábitos alimentares”, disse Albertino Fernandes.

Nesse sentido, Albertino Fernandes defendeu que a Ficase tem que virar o PNAE para os bons hábitos alimentares, que, no seu entender, passa pela criação de refeitórios nas escolas.

Tendo em conta que na altura da construção das escolas os refeitórios não foram levados em conta, indicou que dentro dos projectos de reabilitação das escolas, do Ministério da Educação, vão criando este espaço, que além de promover o hábito alimentar vai permitir a socialização entre colegas.

Por outro lado, Albertino Fernandes acredita que para garantir a sustentabilidade dos refeitórios a Ficase tem que descentralizar a sua gestão para que possa funcionar como uma fundação de apoio para servir as necessidades locais.

Ou seja, ajuntou, o próprio programa de acção social tem que ser resolvido a nível local, isto é, conforme as exigências e necessidades de cada localidade.

FM/CP

Inforpress/Fim

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
  • Galeria de Fotos