Festival Literatura-Mundo: Ministro da Cultura desafia municípios a seguirem a experiência da ilha do Sal

 

Santa Maria, 10 Jul. (Inforpress) – O ministro da Cultura e Indústrias Criativas, Abraão Vicente, desafiou, domingo, no Sal, no final dos trabalhos da I Edição do Festival Internacional de Literatura, outros municípios a fazerem esse tipo de programação, “o prato forte” da sua dinâmica.

Ao longo de quatro dias de intenso trabalho, convívio, partilha e troca de experiência, chega ao fim a primeira edição do Festival de Literatura-Mundo do Sal, que vinha decorrendo na ilha turística desde quinta-feira, 06, tendo terminado na noite de domingo, em “grande”, num acto testemunhado pelo ministro da Cultura e Indústrias Criativas, Abraão Vicente.

“Só podemos estar muito felizes com este evento e da parte do Ministério da Cultura o incentivo é que outros municípios sigam o exemplo do Município do Sal e façam desse tipo de programação o prato forte da sua dinâmica. Creio que no futuro esse será sem dúvida um evento incontornável na programação cultural da ilha do Sal”, prognostica o governante.

Destacando o facto de Sal ser a primeira ilha e o primeiro Município a “inverter” a ordem da programação cultural, já que a literatura não tem sido a linha prioritária na programação municipal – sendo mais habituado a festivais de música, gastronomia… -, o governante entende que, a partir de agora, a sociedade civil do Sal deve reivindicar as condições para que se produza, também intelectualmente, outro tipo de eventos para multiplicar e diversificar o nível de oferta na ilha.

“É um evento que se destaca pelo facto de ter sido inteiramente preparado e financiado pelo município e empresas do Sal, com uma curadoria externa, sim, mas com independência total do Governo, o que é muito bom”, realçou.

O encontro cultural, que teve como propósito marcar a ilha do Sal não só como uma terceira montra cultural “importante” em Cabo Verde, mas também integrar a ilha numa rede mundial de apresentações culturais de um tema “tão actual” como literatura-mundo, transformou a ilha turística numa verdadeira capital de literatura cabo-verdiana, onde se convergiram escritores, estudiosos, tradutores e mediadores da Literatura-Mundo, de diferentes partes do globo.

Durante esses dias, produziu-se também economicamente dando valor acrescentado aos hotéis, aos espaços culturais, e fazendo com que a ilha do Sal seja divulgada.

O presidente da Câmara Municipal do Sal, Júlio Lopes, confessou mais uma vez a sua alegria por promover este encontro literário em parceria com a Rosa de Porcelana Editora, a Curadoria José Luís Peixoto e a ASA, enquanto mecenas do acontecimento.

“O Festival Internacional da Literatura chega ao fim com todas as metas cumpridas. E a opinião geral de todos os participantes é de satisfação de que este evento foi um sucesso. Demos ao Sal e a Cabo Verde um evento de categoria, de qualidade, mais um ingrediente para a oferta cultural e turística da nossa ilha”, enfatizou.

Em jeito de conclusão, o autarca defende que para os autores cabo-verdianos sejam autores do mundo, o primeiro requisito, conforme disse, prende-se com a qualidade, entrar nas “grandes” redes editoriais de traduções para poderem chegar a outros países.
“Penso que as autoridades públicas devem ter na sua agenda esses elementos para ajudar os nossos escritores a se promoverem internacionalmente”, reiterou.

A obra intitulada “Claridosidade: Edição crítica”, apresentada por Dina Salústio e Onésimo Silveira, fecha o ciclo de lançamento de livros nestes dias e o cortinado da festa da literatura no Sal.

SC/JMV

Infprpress/Fim

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