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Festival Gamboa 2019: Show dos artistas contrasta com fraca afluência do público

Cidade da Praia, 18 Mai. (Inforpress) – A 27ª edição do Festival da Gamboa fica marcado por grande show dos artistas, a mais fraca afluência de sempre do público no areal e por uma homenagem “algo tímida” à morna, candidata a Património Imaterial da Humanidade.

O edil Óscar Santos subiu ao palco para homenagear a morna e promete que a autarquia da capital tudo irá fazer para que este género, considerado a rainha da música cabo-verdiana, consiga a distinção tão almejada junto da Unesco, pelo que Arlindo Rodrigues e Vânia surpreenderam o público ao interpretarem “Doce Guerra” de Antero Simas e “Sodade”, duas melodias que retratam, a verdadeira essência da morna.

Apesar da “notória e gritante” falta da grande moldura humana a que o Festival da Gamboa tem habituado os festivaleiros em quase três décadas de existência, os artistas capricharam-se com actuações consideradas soberbas, assinaladas pelo regresso de Susana Lubrano à banda cabo-verdiana fundada há 31 anos na Holanda “Os Rabelados” e do emblemático agrupamento bissau-guineense radicado em Portugal “Tabanka Jazz”.

Ao estilo que lhe é peculiar e com a sua voz característica, Beto Dias e a sua banda recordaram os sucessos dos anos 80/90, altura na qual lançaram os álbuns “Unidade e Amor” e “Sucuro”, e fizeram vibrar o público. Prometeram, inclusive, muitas novidades para os próximos tempos.

Nesta linha de actuação, sucederam os “Tabanka Djazz”, cujo líder, Micas Cabral, manifestou a sua gratidão pelos embaixadores do “Cumbé”, um habitue” na música crioula, em regressarem ao “palco da música cabo-verdiana”, prometendo a apresentação de um novo trabalho discográfico, seis anos após o último lançamento.

Outra actuação muito esperada foi a de Legemea que acabara de regressar de um show na República Checa para, durante cerca de 40 minutos, vibrar com o seu público nesta que foi a sua quarta presença nos palcos da Gamboa.

O autor de temáticas como “Dajam bira fino”, mostrou-se grato pela forma como o público, dançou e interpretou, pelo que disse ter conseguido manter o seu “climax” para com o “grande público”.

O espectáculo terminou ao amanhecer, por volta das 07:00 com a interpretação do “rapper” crioulo Elji Beatzilla, actualmente a residir na Europa, que, no seu estilo inconfundível brindou o seu público e amante com a sua forma de estar no palco, num momento, entretanto, em que o público já dava sinais de cansaço.

Uma particularidade desta actuação é que Elji arremessou notas de 200 escudos para o público no final da sua actuação, uma forma interpretada por muitos como sinal de recompensa pelos atrasos verificados no início do seu “show” alegadamente motivada por uma avaria técnica.

Certo é que os ponteiros do relógio assinalaram 22:15 quando a banda Cotxi Pó do vocalista Gaby Baessa abriu o festival com uma actuação contagiante de 45 minutos de funaná ritmado/corrido, mas que contrastava com a fraquíssima presença do público, que chegava a conta gotas ao areal não obstante a insistência do apresentador Dj Tubarão.

Neste mesmo estilo de Cotcxi Pó, a banda crioula proveniente de Portugal “Nu ca nada de Lisboa”, liderada por Mica, que se autoproclama “Mr Kanguru”, levou ao público o fervor numa mistura de funaná com zouk das Antilhas, enquanto o vocalista, figura de Achada de Santo António e Cidade Velha, demonstrava os seus dotes em dançar aos saltos do canguru.

Pelo meio há ainda a registar o show de Leo Pereira, outro cabo-verdiano residente em Portugal que juntamente com o rapper BiG Z patronato levantaram a poeira com a badalada “tcheka mó ke ta dá”.

O público reclamou dos preços dos bilhetes, 500$00 diários, e das condições limitadas no local por causa das obras em curso, enquanto as vendedeiras mostraram inconformadas com a “fraca venda” dada a afluência reduzida do público.

Nota positiva foi, entretanto, endereçada para o civismo que se fez sentir e pelo controlo apertado da Polícia de Fiscalização da Inspecção Geral das Actividades Económicas (IGAE), nas barracas de “Comes e Bebes” e pela segurança da Polícia Nacional no festival e em toda a área circundante.

O palco da Gamboa volta a abrir esta noite para receber artistas e agrupamentos como o emblemático “reggae” jamaicano man Alpha Blondy, a banda Ferro Gaita, o “rapper” Boss AC, que se encontra na promoção de “Katchupa”, 2 Much e Rich Man e Constantino Cardoso.

SR/ZS

Inforpress/Fim

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