Festival 13 de Maio: Artistas compensam público com “grande show” de música em noite marcada por atrasos

Assomada, 15 Mai (Inforpress) – O festival 13 de Maio, que terminou às 07:40 da manhã de hoje, em Assomada, ficou marcado por atrasos, mas os artistas, cada um no seu estilo, compensaram e agradaram os festivaleiros com “grande show” de música.

O único dia do certame, destaque das festividades do dia da cidade de Assomada, celebrado a 13 de Maio, e que este ano assinala os 21 anos da sua elevação à categoria de cidade, inicialmente agendado para começar às 22:00, registou um atraso de mais de duas horas.

O festival, que teve como palco a rua junto à antiga EMPA, na Cidade de Assomada, Santa Catarina, começou depois das 00:00, e coube aos Netos de Djoto Lop, “prata da casa”, dar o pontapé de saída ao som do fenómeno “cotxi pó”, tendo conseguido incentivar o público a comprar o bilhete a mil escudos.

É que, segundo os festivaleiros, a organização tinha anunciado para 500 escudos o primeiro lote e 700 escudos o segundo, mas foram vendidos apenas bilhetes do segundo lote.

Com o recinto cheio e filas de pessoas à procura de bilhetes que, segundo alguns festivaleiros, se tinham esgotado, aconteceram problemas, que não foram avançados pela organização, e o público, que “vaiava” e pedia a devolução do dinheiro do ingresso, teve de esperar mais de três horas para que se colocasse de novo no palco outros artistas do cartaz.

A organização, tentou “tranquilizar” o público com animação dos DJ e MC, e de alguns artistas locais como Teló e MC Pank, mas, sem “sucesso”, tendo só por volta das 03:40 colocado no palco o artista foguense Buguin Martins acompanhado de banda, que cantou alguns dos seus sucessos como “Bu markan”.

Por volta das 04:25, com “playblack” no fundo, o artista salvadorenho Trakinuz, que fez questão de agradecer a organização por o ter convidado a participar no festival, contrariamente a do seu município, não decepcionou e encantou o público com músicas novas e outras do início da sua careira, com destaque para o ‘hit’ “Judite” com que levou os jovens “à loucura”.

Depois das 05:00 entrou Garry, um dos artistas mais esperados, que também soube compensar o púbico e agradeceu pela espera, tendo cativado todo o recinto ao som de “zouk” e funaná.

Com um repertório de músicas novas e da sua careira, Garry, que actuou com banda, encerrou a sua participação com o tema “Flam se ta da”, recentemente lançado para o seu álbum “Novo Ciclo” previsto para este ano.

No festival, onde o único ponto positivo foi “bom espectáculo” actuaram também Zé Spanhol, Tony Fica, Gama e Lito de Freire, que também não decpcionaram, sendo este último ter chegado o festival de música ao som do fenómeno “cotxi pó” perto das 08:00, contrariamente ao inicialmente prevista, ou seja, 07:00 deste domingo.

Entretanto, o destaque foi para o Tony Fika, que comemora 10 anos de careira, e Gama, única voz feminina no certame, que cantaram os “duetos” “Nu ta ama” e “Dam fala” para o delírio do público, que pedia a nova música de Tony Fica em parceria com Garry, lançado há apenas três dias.

Por incumprimento do horário por parte da organização, a Polícia Nacional (PN) teve de intervir para mandar parar o festival, razão que fez com que o Bedja KP não subisse ao palco, e todos os artistas a pedirem desculpas pelo sucedido.

No festival, que regressou após três anos de ausência, devido à pandemia da covid-19, tendo em conta as novas orientações das autoridades sanitárias, não foi exigido o uso de máscaras nem a apresentação de cartão de vacina ou teste antigénio ou PCR.

FM/HF

Inforpress/Fim

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