Festa de 13 Maio: Sacerdote pede aos fiéis para entrarem na escola de Maria para rezar com e como ela pela paz

Assomada, 13 Mai (Inforpress) – A missa em honra da santa padroeira da cidade de Assomada foi presidida pelo frei Valter de Pina, que pediu aos fiéis para entrarem na escola de Maria para aprenderem a rezar com e como ela pela paz.

Na homilia, o sacerdote capuchinho, que fez um breve historial da aparição da Nossa Senhora em Fátima, Portugal, em 1917 [em plena primeira Guerra Mundial], lembrou que a mensagem de Maria “nos leva a focar no que nos leva à eternidade e de não levar uma vida de costas viradas para Deus”.

Maria, que a Igreja evoca como “Rainha da Paz”, lembrou, fez em Fátima um “apelo muito forte” aos três pastorinhos para que rezassem para o fim da Guerra Mundial e que se o fizessem haveria a paz.

“Este apelo de Nossa Senhora de Fátima ressoa neste tempo que estamos a trilhar hoje, ainda com maior força e intensidade. Vivemos num mundo turbulento, conturbado e dilacerado pela discórdia, e num mundo onde a guerra e a destruição e silenciamento do outro parecem ser a primeira escolha”, observou o presidente da celebração eucarística.

Na ocasião, pediu ainda aos fiéis para viverem nos valores humanos e cristãos, e para clamarem dia e noite e em todas as circunstâncias pela paz, que a seu ver assim como em 1917 é um “bem de primeira necessidade”.

No entanto, lamentou o facto de a paz estar a ser posta em causa devido à “loucura da Guerra”, referindo-se à guerra na Ucrânia.

Por outro lado, o religioso lembrou que é só tomando à direcção para o amor de Deus que se pode voltar para os irmãos, reforçando que isso requer conversão, mudança de vida e oração, defendendo que “precisamos redescobrir a oração”.

É que, segundo ele, quem reza não teme o futuro, mesmo num contexto difícil e de incertezas como o que o Mundo está a atravessar, referindo-se à pandemia da covid-19 e à guerra entre a Rússia e Ucrânia.

Nesse sentido, pediu aos fiéis e devotos da Nossa Senhora de Fátima para entrarem na escola de Maria, para aprenderem a rezar com ela e como ela, advertindo que a oração tem de ser com “selo de qualidade” e não de “repetições de fórmulas e de palavras vazias”.

Ou seja, ajuntou que a oração tem de ser “capaz de nos fazer experimentar a presença amorosa de Deus na nossa vida e nos renovar completamente”.

A paz, conforme lembrou o sacerdote também está a ser posta em causa na sociedade cabo-verdiana, onde há uso exacerbados de violência, abusos de todos os tipos, “caçu body” com recurso à violência, os ‘gangs’ e os ‘thugs’, e que a ausência da paz também já se sente no seio da família.

Por tudo isso, afirmou ser urgente que se ensine em todos os lugares, iniciando no seio familiar, os valores como amor, o perdão, a justiça, a tolerância, a liberdade e a fraternidade.

Entretanto, parafraseando o Papa Francisco disse que para que esta paz reine no nosso meio “é preciso que sejamos artesãos e instrumentos da paz, onde quer que estejamos”.

A celebração eucarística, que contou com a presença do Presidente da República, José Maria Neves, presidente da Assembleia Nacional, Austelino Correia, autarcas dos concelhos do interior de Santiago, foi marcada por procissão com a imagem da santa pelas principais artérias da cidade de Assomada.

Já os devotos da santa, que a seguiram na procissão, pediram-na chuva, fim da guerra e da pandemia, e ainda saúde, tendo prometido voltar para pagar e renovar as promessas.

A vila de Assomada, sub-dividida em 22 bairros, foi elevada à categoria de cidade, através do decreto-lei 7/2001, de 26 de Março, e é no seu centro que se situa o popular Pelourinho de Assomada, o Centro Cultural Norberto Tavares, Paços do Concelho de Santa Catarina, a Igreja Nossa Senhora de Fátima e o Cine Clube de Assomada.

As actividades, no âmbito das festividades de 13 de Maio, culminarão este sábado, 14, com a realização do “Festival 13 de Maio”, aprazado para a partir das 22:00, junto à antiga EMPA, e o seu encerramento está previsto para as 07:00 de domingo, 15.

O único dia do festival vai ter em palco Garry, Tony Fika, Trakinuz, Gama, Buguin Martins, Zé Spanhol, Netos de Djoto Lop, Bedja KP e Lito Freire.

FM/HF

Inforpress/Fim

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