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Fenómeno do alcoolismo teima em ser um problema social e de saúde pública em Cabo Verde – Ministro

 

Cidade da Praia, 01 Jul (Inforpress) – O fenómeno do alcoolismo teima em ser um problema social e de saúde pública em Cabo Verde, afirmou hoje o ministro da Saúde, Arlindo do Rosário, que defendeu o reforço das medidas para prevenção do consumo abusivo do álcool.

No seu discurso na cerimónia de comemoração do primeiro aniversário do lançamento da campanha “Menos Álcool Mais Vida”, promovida pela Presidência da Republica, o ministro disse que “o que foi feito neste ano, assinala uma nova postura, uma nova atitude que é de passar das constatações para acções concretas, cujo impacto podendo não ser ainda mensuráveis, são, contudo, portadoras de uma mensagem positiva de forte compromisso” da Nação ante um fenómeno de natureza multidimensional.

“O consumo abusivo de álcool constitui um dos importantes factores determinantes do estado de saúde da nossa população, atingindo particularmente os adolescentes, homens em idade produtiva, resultando essa particularidade com implicações directas adversas no projecto de vida dos adolescentes e jovens”, afirmou Arlindo do Rosário.

O ministro disse também que, para além dos custos sociais, este fenómeno ainda representa “custos elevadíssimos” para os serviços de saúde.

“A magnitude dos efeitos nocivos conexos com o consumo abusivo do álcool manifesta-se em número de mortes prematuras nas nossas estradas, devido a acidentes de viação, na violência baseada no género, nas várias formas de mortes de causas externas, no absentismo no trabalho, no surgimento de doenças que cursam para a cronicidade e que levam a incapacidades de várias naturezas”, salientou o ministro.

A campanha “Menos Álcool Mais Vida”, que contou desde a primeira hora com a participação do Ministério da Saúde e da Segurança Social, através de seus técnicos, tem contribuído para a criação de um ambiente facilitador na implementação pelo governo do Plano Multissectorial de Prevenção do Consumo Abusivo do Álcool, sublinhou o Arlindo do Rosário, no seu discurso.

O governo, através dos serviços de saúde, continuará necessariamente a fazer a sua parte, na prevenção, na prestação de cuidados aos doentes com patologias relacionadas com o consumo abusivo do álcool, no apoio do doente e dos familiares, manifestou.

O governante disse também que a luta contra o consumo abusivo do álcool tem que ser necessariamente travada à montante, no que diz respeito à educação para a saúde, na prevenção do consumo abusivo, no envolvimento de varias instituições e parceiros, ao longo de todo o processo, desde a produção, o licenciamento, a fiscalização na disponibilização e pontos de distribuição, e no acesso ao álcool.

Defendeu também que uma luta deve ser necessariamente desenvolvida à jusante, no que diz respeito à reinserção social, nas medidas de inclusão que promovam hábitos e práticas saudáveis e que consolidam a recuperação do indivíduo da dependência.

“A amplitude e gravidade dos problemas ligados ao álcool em termos de saúde publica e a necessidade de responder de forma global, integrada, eficaz e sustentável às necessidades do país, ditaram que o Governo redefinisse as politicas nesse domínio, criando, para o efeito, a Comissão de Coordenação do Álcool e outras Drogas (CCAD), através do Decreto-Lei n.º 06/2017, de 17 de fevereiro”, recordou o ministro.

Na ocasião, o ministro informou também que “um plano de actividades Intersectorial e Integrado, que contém um conjunto de medidas, abrangendo áreas de intervenção tais como: coordenação, legislação, fiscalização, prevenção, tratamento e reinserção social, foi elaborado de forma participada e inclusiva, envolvendo vários sectores e vem sendo implementado.

Disse também que em articulação com a CCAD, várias actividades de sensibilização têm sido realizadas pelas ONG e organizações comunitárias, em vários municípios do país, com o objectivo de alertar a população e sobretudo os jovens sobre os riscos associados ao consumo do álcool e promover hábitos saudáveis.

No âmbito da prevenção, o ministro disse que foram realizados vários “workshops” e deu-se inicio ao ciclo de conversa aberta com as famílias sobre a importância da família como o primeiro e mais importante agente em termos da formação de valores que protejam o jovem do consumo precoce e excessivo de álcool.

Segundo Arlindo do Rosário , estão também programadas para o inicio do ano lectivo actividades sobre o consumo do álcool com as escolas do Ensino Básico e Secundário, bem como universidades, para o reforço da capacitação do seu corpo docente e fornecer informações qualificadas e de forma pedagógica aos alunos.

JL/JMV

Inforpress/Fim

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