Federação Cabo-verdiana de Professores considera “muito grave” os erros e gralhas nos novos manuais

 

Cidade da Praia, 05 Out (Inforpress) – A Federação Cabo-verdiana de Professores (FECAP) classificou hoje como “muito grave” os erros e as gralhas nos novos manuais escolares e admitiu que caso se mantiverem poderá ter influência no sistema de aprendizagem dos alunos.

Em conferência de imprensa, na Cidade da Praia, a propósito do Dia Mundial dos Professores, que se celebra hoje, sob o lema “Capacitar os professores para ensinar com autonomia”, o presidente da FECAP, João Pedro Cardoso, lembrou que no passado já tinham alertado o Ministério da Educação para que situações deste tipo não voltassem a acontecer.

Para este sindicalista, a situação é “muito grave” e não tem nada a ver com o discurso de mudança de paradigma.

“Deve-se apurar as responsabilidades e tomar medidas acertadas em relação aos responsáveis cabendo ao ministério encontrar alternativas para corrigir os erros”, defendeu.

Para João Pedro Cardoso, apesar dos manuais terem “erros excessivos”, não há necessidade de retirar do mercado todos os materiais escolares, mas acredita que se não forem feitos acertos e rectificações poderá ter influência no sistema de aprendizagem dos alunos complicando o ensino nacional.

“Sentimos a obrigação de protestar à semelhança de um passado recente em que denunciamos a problemática dos manuais, que vinham com erros de palmatória”, indicou, sublinhando que se nos anos anteriores o ministério abrisse um inquérito para apurar quem foram os responsáveis nada disso teria acontecido.

Questionado se irá participar na manifestação de sexta-feira, que visa pedir a retirada dos manuais do mercado, João Pedro Cardoso disse que não estava a par dessa iniciativa, mas assegurou que vai marcar presença uma vez que a FECAP “sempre esteve do lado os professores”.

Na ocasião, disse congratular-se com a resolução de alguns pendentes que há muito se arrastavam, como reclassificações de 1043 professores, progressões de 1100 docentes, atribuição de subsídio de não redução de carga horária e promoções de 58 funcionários com cargos dirigentes, e assegurou que o sindicato vai continuar a luta para o bem da classe.

João Pedro Cardoso defendeu que os sindicatos devem unir e esforçar-se para exigir a renegociação do calendário do cronograma da situação dos pendentes, tendo garantido que vão continuar a lutar para que o país tenha um ensino de qualidade.

Para este mês, a FECAP pretende realizar uma série de actividades como workshops e fóruns visando a capacitação sindical e profissional dos professores.

AV/CP

Inforpress/Fim

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