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Fecap defende classe docência como grupo prioritário à vacina contra covid-19

Cidade da Praia, 23 Abr (Inforpress) – A Federação Cabo-verdiana dos Professores (Fecap) defendeu hoje a vacinação contra a covid-19 para a comunidade educativa cabo-verdiana, como grupo prioritário, enquanto promete continuar as negociações focada no pré-escolar para que se passe dos “discursos doirados” à prática.

Esta mensagem do presidente da Fecap foi transmitida à Inforpress pelo presidente da organização sindical, João Pedro Cardoso, por ocasião do Dia do Professor Cabo-verdiano, que se assinala hoje.

Disse que a vacina deve ser estendida aos professores e auxiliares, por entender que “quanto mais gente houver maior é a probabilidade do contágio” e lançou, por outro lado,  um apelo para que “o pré-escolar deixe de ser o parente pobre da educação”.

O sindicalista, que se diz “completamente independente das forças políticas partidárias e económicas”, garantiu que “continua a manter o foco em defesa dos direitos inalienáveis dos profissionais da docência cabo-verdiana”, mas realçou que por causa das restrições impostas pela pandemia torna-se difícil qualquer acto comemorativo, como festas e workshops, para evitar ajuntamento.

Aproveitou a Inforpress para saudar a todos os professores pelo trabalho que têm feito, sobretudo para evitar que a pandemia chegue “de forma considerável” às escolas e aconselhou os docentes a continuarem a dar o máximo para ultrapassar esta “grande dificuldade”, com “o empenho de sempre”.

João Pedro Cardoso disse que a Fecap regozija-se pelo “sucesso permanente” da sua luta, por entender que “caso não fosse a denúncia automática frontal e unilateral” da organização que dirige, “em tempo certo, face à proposta governamental do presente envenenado aos professores, estes estariam hoje a mercê de um estatuto que lhes obrigava a descontar 40 anos até atingirem a aposentação aos 60 anos de idade”.

Para Cardoso, uma negociação “bem concebida”, mesmo que dure muito para se concretizar é “de longe mais vantajosa que uma dúzia de manifestações, greves, mal concebidas”, elucidando que a Fecap continua “de prontidão” frente das suas obrigações e jamais subserviente às forças estranhas, com interesses dúbios ao sucesso do ensino para uma vida digna dos docentes.

Disse, por fim, que as negociações desencadeadas pela Fecap “não têm sofrido nenhuma pausa no decorrer desta pandemia” e que os resultados “estão à vista, nomeadamente à resolução das pendências”.

SR/AA

Inforpress/Fim

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