Farmacoterapêutica utilizada na gestão da tuberculose em Cabo Verde abordada pela ARFA

Cidade da Praia, 31 Mar (Inforpress) – A abordagem farmacoterapêutica utilizada na gestão da tuberculose em Cabo Verde é o tema da terceira edição de 2017, do Boletim de Farmacovigilância publicado pela Agência de Regulação e Supervisão de Produtos Farmacêuticos e Alimentares (ARFA).

A edição nº 03 do Boletim Farmacovigilância, que aborda farmacoterapêutica utilizada na gestão da tuberculose no país, com ênfase para a gestão das reacções adversas, alinha-se com o dia mundial de luta contra a tuberculose assinalado no mês de Março, sob o lema “Unidos para acabar com a TB”.

Recentemente o director do Programa Nacional de Luta contra a Tuberculose e Lepra (PNLTL), Jorge Noel Barreto, garantiu que Cabo Verde tem registado, nos últimos três anos, uma ligeira diminuição dos casos de tuberculose notificados.

O médico Jorge Noel Barreto afirmou que o país registou no ano passado 255 casos de tuberculose, com uma ligeira diminuição em relação a 2015, em que foram registados 270. Em 2014 o número de casos foi de 290.

Segundo explicou o responsável do Ministério da Saúde, dos 255 casos de tuberculose registados em 2016, 190 são novos casos revelados.

O infecciologista do Ministério da Saúde considerou que esta diminuição de casos de tuberculose deve-se “às acções de sensibilização junto da população, melhoria na capacidade de diagnóstico e disponibilização de medicamentos com maior qualidade e tratamento ininterrupto por um período de seis meses”.

O último Relatório do Índice de Desenvolvimento Humano das Nações Unidas, referente ao ano 2016, diz, no entanto, que Cabo Verde registou um agravamento do número de mortes por tuberculose, que passaram de 23 para 31 mortes em cada 100 mil pessoas.

A nova estratégia pós-2015, segundo o médico, é no sentido de se unir esforços para acabar com a tuberculose no horizonte de 20 anos, levando a que esta doença infecto-contagiosa deixe de ser problema de saúde pública e não provoque mortes.

O especialista aproveita a oportunidade para avisar que só os sectores de saúde não chegam para reverter a situação, pelo que admite a necessidade de se sensibilizar outros sectores com papel importante no controlo da doença, para que Cabo Verde alcance os objectivos preconizados.

O Dia Mundial da Tuberculose foi assinalado este ano sob o lema “Unidos para eliminar a Tuberculose”, repto que a Organização Mundial da Saúde (OMS) lança aos governos, às comunidades, à sociedade civil e ao sector privado para que unidos ponham fim à doença através do trabalho colectivo e colaborativo.

A tuberculose é uma doença bem conhecida e para a qual existem medicamentos de reconhecida eficácia.

Em Cabo Verde, os esquemas de tratamento da tuberculose (TB) são padronizados desde 1996 pelo Ministério da Saúde, através do Programa Nacional de Luta contra a Tuberculose e Lepra (PNLTL).

JL/AA

Inforpress/Fim

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