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FAO junta-se à Cidade da Praia na promoção de cidades verdes em África (c/áudio)

Cidade da Praia, 21 Jun (Inforpress) – A Cidade da Praia é uma das seis urbes africanas seleccionadas pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) para promover as cidades verdes em África, no âmbito da iniciativa “Green Cities”.

A capital cabo-verdiana, juntamente com Kisumu (Quénia), Nairobi (Quénia), Antananarivo (Madagáscar), Quelimane (Moçambique) e Kigali (Ruanda), afigura-se como uma das seis cidades africanas de cinco países onde serão implementadas “as acções de efeitos rápidos”, por serem consideradas “pequenas e mais sensíveis ao ritmo actual de urbanização”.

A Carta de Intenções foi formalizada ao fim da manhã de hoje mediante um compromisso firmado pelo director-geral da FAO, Qu Dongyu, de forma virtual, e pelo presidente da Câmara Municipal da Praia, Francisco Carvalho, nos Paços do Concelho, em cerimónia testemunhada pela representante da FAO, Ana Laura Touza.

Pretende-se com esta parceria desencadear as acções transformadoras e tornar as cidades “mais verdes, mais limpas, mais resilientes e regenerativas”, por forma a corresponder ao desafio da FAO, lançado durante a 75.ª sessão da Assembleia-geral da ONU, a 18 de Setembro de 2020, no quadro de a Iniciativa e Plano de Acção Cidades Verdes (“Green Cities”).

Isto para melhorar o bem-estar dos moradores das cidades através do aumento da disponibilidade e acesso a produtos e serviços prestados pela agricultura urbana e periurbana sustentável, silvicultura e sistemas alimentares.

De acordo com o programa, o projecto será implementado em áreas metropolitanas, cidades médias e pequenas de países em desenvolvimento, com o objectivo de chegar a mil cidades até 2030.

Para o presidente da Câmara Municipal da Praia trata-se de uma iniciativa de “grande importância” da FAO para a autarquia da capital, porquanto vai “muito ao encontro e complementaridade do projectado para a autarquia”, ao mesmo tempo que dá continuidade a outras iniciativas como o projecto Reflor, que tem estado a ser implementado no município.

Enumerou ainda outras iniciativas em áreas verdes já idealizadas como a criação do Parque da Cidade, do I Parque Ecológico no Município, a aposta em árvores fruteiras, a criação de vários recantos verdes no município, o envolvimento das famílias na criação de pequenos jardins caseiros e o “forte envolvimento” das associações na gestão destas iniciativas.

Francisco Carvalho avançou que aos agricultores e criadores de gados serão concedidos apoios, ressalvando que a Carta de Intenções vai criar condições para que as diversas cidades apresentem projectos que vão concretizar ideias de todas as preocupações com o verde, a ecologia e o equilíbrio urbano, assim como a preservação do futuro, com o urbano e a pecuária.

Isto por acreditar que esta Carta de Intenções vai criar “seguramente oportunidades de financiamento de capacitação para a implementação de iniciativas concretas”, alegando que vai ao encontro das actividades da câmara, já orçamentadas.

O representante da FAO, por seu lado, destacou, à imprensa, o percurso do trabalho da Cidade da Praia junto desta organização das Nações Unidas, afirmando que “há já muitos anos” as partes iniciaram um trabalho na área de floresta urbana com “projectos concretos” no Platô e várias outras partes da cidade.

Ana Loura Touza disse que a escolha da capital cabo-verdiana no projecto de “Green Cities” enquadra-se num compromisso de há muito para tornar a cidade mais verde, e avançou que a primeira iniciativa terá lugar em Achada Grande Frente, com a criação de um pequeno espaço urbano verde, uma área de lazer comunitária e introdução de árvores fruteira na comunidade.

SR/AA

Inforpress/Fim

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