FAO disponibiliza 500 mil dólares a Cabo Verde para ajudar na mitigação dos efeitos da seca

 

Cidade da Praia, 21 Dez (Inforpress) – A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) disponibilizou a Cabo Verde 500 mil dólares para ajudar na mitigação dos efeitos da seca e do mau ano agrícola.

O acordo de financiamento do projecto de assistência ao programa de emergência e mitigação da seca foi hoje assinado, na Cidade da Praia, entre a directora-geral Adjunta da FAO, Helena Semedo, e o ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, na presença do representante dessa organização em Cabo Verde, Rémi Nono Womdim.

O montante disponibilizado vai contemplar, segundo Helena Semedo, as ilhas de Santiago, Boa Vista, São Nicolau e Brava, auxiliando directamente 2.435 explorações de gado ruminantes no âmbito do programa do salvamento de gado, mas também para o reforço das capacidades dos técnicos ligados à situação de mitigação dos efeitos da seca, assim como de um programa de comunicação.

A directora-geral Adjunta é de opinião que a declaração do estado de emergência por parte da FAO e o Governo de Cabo Verde ajudou o país a mobilizar quase todos os recursos necessários para cobrir o montante indispensável para o programa de emergência mitigação da seca.

“Respondemos positivamente ao pedido do Governo, mas também os fenómenos que estamos a ver em Cabo Verde advém dos efeitos das mudanças climáticas”, afirmou, garantindo que a FAO vai continuar a ajudar o arquipélago, anunciando que a organização está num processo de aprovação de um projecto de cerca de 200 mil dólares para poder reforçar a capacidade nacional em relação aos efeitos mudanças climáticas.

De acordo com Helena Semedo, as mudanças climáticas têm outros efeitos a nível das doenças dos animais e das plantas, com doenças antigas que se pensava erradicadas, mas que reaparecem, como é o caso da praga lagarta do cartucho que já chegou a Cabo Verde, mas anunciou que hoje a FAO tem um projecto de cooperação técnica de 254.000 dólares para ajudar o Governo, também, na luta contra esta praga.

“Estou a referir-me dos fundos próprios da FAO, mas temos um fundo de emergência que é comparticipado par vários países, sendo que a Bélgica já contribuiu com 200 mil dólares. Temos em processo de formulação um processo de 300 mil, financiado pela Itália e mais 50 mil dólares financiado pelos EUA”, contou, realçando que a contribuição total da FAO para a mitigação dos efeitos da seca será de cerca de 1.260 mil dólares.

Por sua vez, o ministro da Agricultura e Ambiente agradeceu o gesto da FAO que é uma “parceira imprescindível” de Cabo Verde no processo de desenvolvimento, essencialmente na área de agricultura e alimentação, estando “sempre” do lado do arquipélago nos momentos “importantes”.

“A execução do programa de emergência para a mitigação dos efeitos da seca e mau ano agrícola já começou, os contratos-programa com os municípios foram assinados, em muitos municípios as pessoas já estão a trabalhar, há actividade dos técnicos no terreno em matéria de sensibilização e criamos praticamente todas as condições institucionais para pôr em pratica o que foi definido”, indicou Gilberto Silva.

Para o governante, o programa vai ganhar nas próximas semanas e meses a sua “velocidade cruzeiro”, acrescentando que os recursos doados pela FAO e toda a assistência vão ser “muito bem aproveitados” e, conjuntamente com as outras contribuições, executar “bem” o programa durante todo o período, ou seja, até Setembro de 2018.

DR/JMV

Inforpress/Fim

Facebook
Twitter
  • Galeria de Fotos