FAO disponibiliza 300 mil dólares para projecto de reforço das capacidades e resiliência do sector florestal (c/áudio)

Cidade da Praia, 26 Out (Inforpress) – A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) vai disponibilizar ao Governo 300 mil dólares para a implementação do projecto “Reforço da capacidade de adaptação e resiliência do sector florestal em Cabo Verde”.

Para o efeito, o Ministério da Agricultura e Ambiente (MAA) e a FAO assinaram hoje, na Cidade da Praia, este projecto técnico com a duração de dois anos e que será implementado nas ilhas de Santiago, Fogo e Boa Vista.

Em representação da FAO, a coordenadora residente do Sistema das Nações Unidas, Ana Graça, explicou que este projecto tem como objectivo trabalhar com o Governo para promover a agricultura, a resiliência, a segurança alimentar e a resiliência agrícola.

Este projecto, acrescentou, enquadra-se na estratégia preventiva do Governo de garantir a sustentabilidade dos serviços ecossistémicos e melhor enfrentar a ameaça da desertificação provocada pelas alterações climáticas.

“Em traços breves tem dois grandes resultados, que é aumentar a área da cobertura florestal com espécies nativas e adopção de boas práticas de gestão florestal e agro-florestal, para apoiar a sustentabilidade da resiliência”, indicou.

Ana Graça parabenizou o Governo por estar a dar mais um passo para ajudar Cabo Verde a alcançar os Objectivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), números 13 e 15, relativos ao combate às alterações climáticas e resiliência da terra, da florestal e do ecossistema.

Por seu turno, o ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva, realçou que este projecto entra no pacote das políticas públicas que têm que ver com a implementação dos ODS, uma vez que há metas nesta matéria que o país tem de atingir.

“Deve-se trabalhar de forma integrada a todos os níveis, a nível global, dos países, de cada região e de cada localidade, todos nós temos alguma responsabilidade em fazer alguma coisa no sentido da concretização desses objectivos. Por isso, a nível nacional temos o nosso plano estratégico de desenvolvimento sustentável, que se alinha muito bem com os ODS”, afirmou.

Este projecto de cooperação técnica, assegurou Gilberto Silva, vai ajudar a criar melhores condições para que a nível das instituições e das comunidades haja mais capacidade de implementação das medidas que o projecto maior desenvolveu e vem desenvolvendo no sentido de melhor gerirem todos os perímetros arborizados do país.

O projecto prevê actividades concretas, como reforço da capacidade das populações em gerir a problemática da invasão das acácias, dos resíduos plásticos, da correcção das zonas que estão dentro das zonas florestais e a introdução das espécies nativas que possam ser muito mais resilientes aos efeitos das mudanças climáticas, entre outros.

Questionado se este projecto irá abranger o Planalto Leste, em Santo Antão, que nos últimos tempos tem sido fustigado por incêndios provocado por acção humana, Gilberto Silva assegurou que apenas irá beneficiar as ilhas de Santiago, Fogo e Boa Vista.

Entretanto, assegurou que, de forma indirecta, poderá ser contemplado, visto que vão aproveitar das metodologias de trabalho utilizadas nas ilhas beneficiadas para aplicar nas outras, recorrendo a recursos financeiros provenientes de outros fundos.

“O Governo, através de uma das suas resoluções, fez com que a recuperação a zona ardida fosse integrada no Fundo do Ambiente, mas os trabalhos que irão ser desenvolvidos lá podem, perfeitamente, beber da experiência que este projecto vai trazer, somando-se às outras experiências que os serviços já têm”, frisou.

AM/CP

Inforpress/Fim

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