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Família pede intervenção de Jorge Carlos Fonseca para que Alex Saab seja “imediatamente libertado”

Cidade da Praia, 06 Jun (Inforpress) – A família do empresário venezuelano Alex Saab que se encontra detido em Cabo Verde, pediu este domingo, 05, a intervenção do Presidente da República Jorge Carlos Fonseca para que o visado seja “imediatamente libertado”.

Numa declaração emitida no dia em que a República de Cabo Verde e a República Bolivariana da Venezuela celebraram o seus dias nacionais, este domingo 05 de Julho, os familiares de Alex Saab aproveitaram a ocasião para apelar directamente a Jorge Carlos Fonseca, assegurando que “Alex é completamente inocente das acusações infundadas e com motivações de natureza política contra ele feitas”, reiterando o pedido para que o detido “seja imediatamente libertado”.

No documento que a Inforpress teve acesso, os emissores recordam que já se passaram mais de três semanas desde que Alex Saab foi “ilegalmente” detido pelas autoridades de Cabo Verde a pedido dos Estados Unidos.

Na altura da sua detenção, escrevem, “Alex realizava uma Missão Humanitária Especial em nome da Venezuela, a sua adoptada e amada terra natal, para trazer medicamentos e material médico urgentemente necessários para ajudar a combater o surto da Covid-19, que está a causar grandes dificuldades na Venezuela”.

“Neste período de intervenção, esperávamos que Cabo Verde permitisse que Alex recebesse o tratamento que deveria ser concedido ao abrigo das suas obrigações de direito internacional e proporcional ao seu estatuto de Enviado Especial da República Venezuela. Lamentavelmente, tal não se verificou”, completam.

Os familiares dizem na missiva que estão “extremamente preocupados” com a saúde de Alex Saab, uma vez que, dizem, “perdeu bastante peso” e “não tem tido acesso aos medicamentos que deve tomar diariamente para tratar os problemas de saúde graves”.

“Mais preocupante ainda é o facto de sabermos que ele sofreu tratamentos cruéis e desumanos, que dão origem a preocupações pela sua segurança. Exortamos as autoridades cabo-verdianas a investigar urgentemente o assunto e a fornecer-nos, a nós e ao povo venezuelano, garantias absolutas sobre o bem-estar de Alex”, dizem.

Disseram ainda que, embora estejam “imensamente gratos” pela dedicação e pelos esforços da equipa jurídica local de Alex Saab, estão “decepcionados” com o facto de Cabo Verde ter “recusado” ao seu ente os “seus direitos humanos básicos a um nível adequado de apoio consular e acesso à sua equipa jurídica internacional”.

Também este domingo, 05 de Julho, a defesa do empresário venezuelano Alex Saab disse em comunicado que desconhece a razão pela qual o mesmo foi transferido, de novo, para a cadeia da ilha do Sal, na noite de sexta-feira.

Detido na noite de 12 de Junho, na ilha do Sal, pelas autoridades policiais cabo-verdianas, a pedido da Interpol, com base num mandado de captura internacional, Alex Saab Morán é acusado pelos Estados Unidos da América (EUA) de negócios corruptos com o governo do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

O empresário sul-americano, considerado testa de ferro do presidente venezuelano, foi detido durante uma escala técnica na ilha do Sal, num voo de regresso alegadamente do Irão e encontra-se na cadeia de Terra Boa, na ilha do Sal.

A Justiça cabo-verdiana rejeitou dois pedidos de ‘habeas corpus’ interposto pela defesa que alega a imunidade de Alex Saab, enquanto portador de passaporte diplomático.

GSF/HF

Inforpress/Fim

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