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“Falta  de manuais do 9º ao 12º ano de escolaridade aguarda a reforma curricular do ensino secundário”, Governo

Cidade da Praia, 19 Nov (Inforpress) –  O Governo esclareceu hoje que a não existência de manuais do 9º ao 12º ano de escolaridade se deve à reforma curricular do ensino secundário que está por fazer, prometendo estes materiais escolares para o próximo ano.

Segundo o secretário de Estado Adjunto para a Educação, Amadeu Cruz, os referidos manuais vão ser produzidos para o ano lectivo 2021/2022, na sequência da reforma curricular que se vai efectivar.

Em conferência de imprensa, na Cidade da Praia, o governante disse que não estava a responder às críticas da primeira-dama, Lígia Fonseca, sobre a falta de manuais escolares e por tornarem essa carência numa decisão política, enquanto em os outros países os alunos têm esse instrumento básico de ensino.

Para Amadeu Cruz, os manuais são “extremamente importantes” para a aprendizagem, quer em Cabo Verde, quer em qualquer outro sítio.

Explicou que a não existência de manuais para o ensino secundário se deve à necessidade de, em primeiro lugar, se efectuar a reforma curricular que vai condicionar alterações nestes materiais do ensino e que “não decorre de nenhuma decisão política”.

Lembrou que está em curso a reforma  no sector do ensino básico e daí vai emergir um novo perfil que dará lugar a reestruturação do ensino secundário, quer da via geral, quer da via técnica, o que, afirmou, vai responder às necessidades da reforma.

A primeira-dama havia ainda questionado sobre  o paradeiro da verba disponibilizada no ano passado pelo Governo à Fundação Cabo-verdiana de Acção Social e Escolar (Ficase) para a elaboração de manuais.

Segundo o secretário de Estado Adjunto para a Educação, o dinheiro afecto à Ficase tem sido utilizado para a produção e distribuição dos manuais do ensino básico, adiantando que até já foram produzidos 43  título de manuais.

Aproveitou a oportunidade que abancar que o ano lectivo iniciado em Novembro, em plena pandemia, está a decorrer como foi planificado.

Na perspectiva da primeira-dama, as questões dos manuais “nunca mais se resolvem” e os políticos “não estão a perceber as necessidades que os jovens têm vindo a ter” ao longo do tempo e que “acentuaram muito mais”.

No seu ponto de vista, isto aumenta a descriminação entre os estudantes, sendo que os pais que têm capacidade e condições de ir a Internet e fazer busca estão sempre em vantagem, enquanto os outros com toda a “vontade e empenho na educação dos seus filhos” estão “em desvantagens”.

Para a primeira-dama de Cabo Verde, trata-se de um instrumento de uniformização mínimo de conhecimento para todas as crianças que existem em Portugal, Moçambique e Angola, mas que não existe em Cabo Verde, porque os políticos consideram que os alunos podem estudar sem os livros.

Entretanto, nesta quarta-feira, a primeira-dama escreveu na sua página oficial do Facebook que, perante mais um apelo público para que Cabo Verde produza manuais escolares para todo o ensino secundário, tem sido sujeita “a todo o tipo de insultos nas redes sociais e até telefonemas anónimos”.

Recordou que sempre procurou na sua actuação pública agir com “prudência e sensatez”, intervindo para ajudar a mudar o que acha que pode e deve ser melhorado.

“A minha atitude já me custou muitos agravos, já me retiraram oportunidades de trabalho e até, não poucas vezes, alguns tiveram coragem de me querer ameaçar e amedrontar, para além dos que simplesmente vivem para falar mal da minha pessoa”, lamentou a primeira-dama, que promete continuar a exigir que todas as crianças cabo-verdianas tenham acesso a manuais escolares e que no sistema nacional de vacinação seja introduzida a vacina contra o HPV.

LC/AA

Inforpress/Fim

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