Exposição “As Batucadeiras de Cabo Verde” abre oitava edição do Festival Internacional de Artes Performativas

Cidade da Praia, 26 Fev (Inforpress) – O batuque cabo-verdiano vai estar presente na oitava edição do “Festival de Artes Performativas” dedicado à lusofonia e aos novos talentos nacionais e internacionais através da exposição “As Batucadeiras de Cabo Verde”, no Museu das Artes de Sintra, Portugal.

Uma nota publicada no site oficial da Câmara Municipal de Sintra refere que a edição deste ano tem como tema batucadeiras de Cabo Verde, dando a conhecer uma arte popular que mostra uma tradição viva no mundo da Lusofonia.

O festival que tem como objectivo “fomentar a solidariedade e união do mundo lusófono” acontece durante 17 dias e leva ao palco o teatro, a música, a dança, marionetas, exposições, oficinas, contos, feira do livro, entre outras atividades.

Desde a sua primeira edição que o Periferias abre com uma exposição que tem por objectivos divulgar algumas temáticas ligadas às artes performativas, quer nos temas mais populares, técnicos ou eruditos.

Os grupos de batucadeiras que irão representar esta dança típica cabo-verdiana, sobem ao palco do Auditório da Freguesia de Casal de Cambra, no dia 3.

A exposição “As Batucadeiras de Cabo Verde” estará patente de 28 Fevereiro a 17 Março no MU.SA – Museu das Artes de Sintra.

Presentemente, o batuque é um dos géneros mais representativos do património musical da ilha de Santiago (Ilhas de Sotavento), expressão musical que remonta ao período colonial do sec. XVIII.

Tanto na sua vertente tida como tradicional como nas suas versões reelaboradas, o batuque é uma expressão viva e pujante, exemplo de resistência e adaptação aos novos tempos.

A expressão musical-coreográfica Batuque, é encontrada na ilha de Santiago, com características padrões, desde o século XVIII, sendo provavelmente o género mais antigo de Cabo Verde.

Durante a colonização portuguesa, o batuque foi considerado «nocivo aos bons costumes», sendo chamado pelos termos de «música de cafres» e «música de africano».

Hostilizada pela administração colonial e pela Igreja, foi durante a política do Estado Novo que essa repressão foi mais forte, chegando a ser proibido nos centros urbanos, e chegou a estar moribundo a partir dos anos 50.

CM/CP

Inforpress/Fim

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