Exercício de assistência humanitária junta tropas portuguesas e cabo-verdianas

 

Cidade da Praia, 10 Abr (Inforpress) – Militares portugueses e cabo-verdianos participam terça-feira, em Pedra Badejo, ilha de Santiago, no simulacro de um exercício de assistência humanitária, no âmbito da iniciativa “Mar Aberto” da Marinha Portuguesa.

No exercício participam, além das Forças Armadas e elementos da proteção civil cabo-verdianas, 50 fuzileiros portugueses apoiados pela fragata “Álvares Cabral”, que está em Cabo Verde ao abrigo da cooperação técnico-militar entre os dois países.

O exercício, que decorre numa praia da localidade de Pedra Badejo, “simula um desastre em terra” e será prestado “apoio médico a partir do mar”, disse à agência Lusa o capitão-de-fragata Gonçalves Simões, que comanda a “Álvares Cabral”.

O exercício insere-se na operação anual “Mar Aberto” da Marinha Portuguesa, que este ano terá uma nova edição no segundo semestre.

“Aproveitamos estes exercícios também para, no âmbito do apoio médico que o navio consegue dar, prestar alguma ajuda às populações mais perto, com a realização de consultas”, disse Gonçalves Simões.

A fragata “Álvares Cabral” chegou ao porto do Mindelo, na ilha cabo-verdiana de São Vicente, a 01 de abril, vinda da costa do Senegal, onde participou juntamente com o navio “Guardião”, da Guarda Costeira de Cabo Verde, no exercício OBANGAME Express, do comando norte-americano para África (AFRICOM).

O exercício, que se realiza anualmente, visa capacitar as marinhas da orla costeira africana no âmbito do combate ao tráfico de droga, pesca ilegal e tráfico de seres humanos.

No âmbito do exercício, a “Alvares Cabral” serviu de navio-alvo para o treino de “valências e perícia militar” do “Guardião”.

A iniciativa “Mar Aberto” iniciou-se formalmente no Mindelo e, além dos exercícios militares, inclui uma componente de “fiscalização e patrulha” das águas cabo-verdianas.

“Uma equipa constituída por um inspetor das pescas, dois polícias marítimos e cinco elementos da Guarda Costeira serviram-se do nosso navio para exercer a autoridade do Estado cabo-verdiano nas suas águas, no âmbito da fiscalização essencialmente na área da pesca”, disse o comandante.

A fiscalização decorreu em dois bancos de pesca a norte do arquipélago cabo-verdiano, a uma distância que a Guarda Costeira cabo-verdiana não tem meios para patrulhar.

“O facto de lá estar o navio demonstra também a presença do Estado cabo-verdiano naquela zona e é uma forma de dissuasão de qualquer atividade ilícita”, sublinhou.

A fragata, que está agora no porto da Praia, tem uma guarnição de 193 elementos, incluindo os 50 fuzileiros e uma equipa médica, e o comandante sublinha que a presença do navio vai muito além da plataforma e dos militares.

Por isso, além dos exercícios e das ações com as Forças Militares cabo-verdianas há ainda espaço para visitas de escolas e associações ao navio e a entrega de material a instituições cabo-verdianas.

O comandante Gonçalves Simões adiantou que a bordo “estão 193 cooperantes para o que for preciso” para que “quando o navio se vai embora não se tenha sentido a sua presença só de passagem”.

De Cabo Verde, a fragata “Álvares Cabral” segue para São Tomé e Príncipe para dar continuidade à iniciativa “Mar Aberto” com as Forças Armadas santomenses.

Lusa/Inforpress/Fim

 

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