Execução dos planos de Floresta Urbana e Periurbana custa cerca de 10 milhões de dólares – consultor da FAO

 

Cidade da Praia, 21 Abr (Inforpress) – Cerca de 10 milhões de dólares é o montante necessário para a implementação dos planos de Floresta Urbana e Periurbana da Cidade da Praia (Santiago), Mindelo (São Vicente), Porto Novo (Santo Antão) e Espargos (Sal).

A revelação foi feita hoje à Inforpress pelo consultor internacional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), à margem do ateliê de validação dos planos das quatro cidades contempladas pelo projecto “Floresta Urbana e Periurbana”.

Segundo José Castro, os planos dão uma ideia das “carências e défices” que as quatro cidades têm em arvoredo urbano, ou seja, mostra uma imagem quantitativa sobre as plantas que são necessárias para bairros dessas cidades, através da utilização de parâmetros que são internacionalmente aceites.

“Em termos de grandeza monetária, é algo que de facto pode abranger, só para essas quatro cidades, cerca de uma dezena de milhão de dólares, numa execução a médio prazo, porque o plano está estruturado para ser implementado em 20 anos, com o desafio de ter uma cidade com uma floresta equilibrada, relativamente à sua população”, frisou.

Os parâmetros internacionais, conforme José Castro, indicam que numa cidade deve haver uma árvore por cada habitante ao nível dos bairros, mas está ciente de que há muitos bairros onde existem árvores de grande dimensão que podem dar por mais de um habitante.

Entre as prioridades na implementação dos planos, o consultor da FAO, entidade financiadora do projecto, aponta uma boa gestão do arvoredo urbano, a consolidação das parcerias que existem, nomeadamente entre o Governo central, local e organismos internacionais, e a sensibilização da sociedade civil, já que é fundamental que ela esteja integrada.

Por ser um projecto piloto, a ideia, segundo José Castro, é resolver as carências das árvores nas quatro cidades, de acordo com a sua dimensão, sendo que, por exemplo, em Porto Novo pode-se colmatar 10% dessa necessidade e na Cidade da Praia, por ser maior, pode-se chegar a 2% ou 3%.

De acordo com este consultor internacional, o objectivo é lançar as bases para que todas as cidades do país sejam contempladas, no futuro, com todo o arvoredo que precisarem, acreditando que ao fim de dois anos será possível ter todas as informações necessárias para fazer o projecto definitivo que vai cobrir todas as cidades cabo-verdianas.

DR/FP

Inforpress/Fim

 

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